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Bustos acredita que Santos merecia empate e destaca competitividade do time

Bustos, técnico do Santos, em jogo contra o Flamengo pelo Brasileirão - JOTA ERRE/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Bustos, técnico do Santos, em jogo contra o Flamengo pelo Brasileirão Imagem: JOTA ERRE/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/07/2022 22h03

Classificação e Jogos

Apesar da série de cinco jogos sem vencer em casa no Brasileirão, o técnico Fabián Bustos destacou que o time vem fazendo partidas equilibradas na temporada. Hoje (2), o Peixe perdeu para o Flamengo por 2 a 1 na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Brasileirão.

"Salva a partida desastrosa na Copa do Brasil, nas demais os jogos foram muito parelhos, como o de hoje. Fizemos um bom jogo, não merecíamos perder, o empate parecia mais justo. Assim como contra o Palmeiras, eles tiveram hierarquia. Empatamos a maioria, só a Copa do Brasil foi muito ruim. Competimos quase todos, merecendo ganhar em vários", afirmou.

Dos últimos 12 compromissos na temporada, o Alvinegro venceu apenas um — bateu o Juventude de virada por 2 a 1 em Caxias. Os maus resultados aumentaram a pressão sobre o treinador, principalmente após a goleada por 4 a 0 para o Corinthians no último dia 22, na partida de ida das oitavas da Copa do Brasil.

"A realidade é que todos os times estão se reforçando. É um tema que não sei, vocês sabem mais como está a situação, desde o último ano. Seria bom que viesse mais jogadores para ter uma equipe mais competitiva. Dos 12 jogos, foram jogos parelhos. Empate com Inter, Atlético-MG, Athletico-PR... Só perdemos para Palmeiras e Flamengo, que não merecíamos. Dizemos que seríamos competitivos e seguimos tentando ser. Como seremos mais fortes? Ganhando jogos, trabalhando mais, corrigindo erros. Ver como podemos melhorar na janela que abre dia 18. Conheço a história do clube, meu pai era torcedor do Santos. Meu pai já falava de Santos quando nasci. Grandes jogadores conseguiram tantos títulos aqui. Tentamos fazer nosso melhor. Agora é tentar passar na quarta e seguir fazendo nossa história. Entendo o que incomoda o torcedor, foi a partida ruim da Copa do Brasil, onde fizemos as coisas muito mal", completou.

O Santos volta a campo nesta quarta (6), às 21h30, quando encara o Táchira na Vila, pela partida de volta das oitavas da Copa Sul-Americana. Para avançar, a equipe precisa vencer. Se empatar, a classificação irá para os pênaltis.

Confira outros trechos da coletiva

Sánchez voltando ao time

Sánchez, 37 anos, grande jogador, experiência, carreira excelente. Não estava relacionado antes, porque não estava em condições. O departamento médico fala quando está ou não está em condições de jogar. Na última partida, na Venezuela, entrou e deu assistência para o gol do empate. Tem melhorado sua condição física e está à altura.

Depois de 3 jogos fora, Goulart volta

Quanto ao Ricardo Goulart, tem jogado muito com a gente e ficou três jogos fora por um tratamento médico para melhorar uma situação física, não técnica ou tática. E, quando voltou, trabalhou, foi relacionado e pode entrar. Na realidade, é que tentamos escolher os que estão melhores e os que nos ajudem a conseguir o resultado. Hoje estou com ele, amanhã não sei.

Opções para a lateral direita

O melhor da partida do Santos foi o Lucas Braga. Na ponta esquerda, que é a posição natural, fez um bom primeiro tempo, foi melhor. No segundo tempo, quando passou a ser lateral na direita, foi o melhor. Foi a linha de fundo e cruzou duas bolas em que o Marcos Leonardo não conseguiu aproveitar a outra não sei se foi Sánchez. Para a mudança de esquema tático, tirar um lateral e colocar um extremo que gerou jogo, chega à linha de fundo e gera situações de gol... Respeito sua opinião. Para mim, Braga foi o melhor do time hoje, por sua intensidade, velocidade e fez coisas boas pela esquerda e pela direita.

Pecar nas finalizações

Não vi as estatísticas, mas quantas finalizações tivemos, alguém sabe? 12, 15? Neste momento, Marcos Leonardo, que é o nosso melhor atacante, teve duas para dar trabalho e isso passa por um pouco de ansiedade. Sinto que se preocupa muito por querer converter o gol, é melhor que apurasse, tomasse a decisão e não está tão fino. Não estava tão preocupado, porque, se estivesse, finalizava rápido. Não estamos precisos, mas como se trabalha? É seguir dando confiança, porque são eles que metem gol e fazem a gente ganhar. Então é trabalhar, continuar dando confiança, esperar um segundo mais ou menos, que definam. Temos que ajudar a formar, tem 17 anos é um menino.

Ângelo está muito fora da área?

A característica dele, e ele gosta de jogar aberto e ir para dentro. Nós tivemos oito bolas para finalizar, e já teve outros jogos para finalizar. Trabalhar mais, e tentar ter a jogada mais clara, estar numa condição melhor, com menos jogadores para enfrentar. Quanto mais atrás ele recebe, mais gente ele terá pela frente e mais metros terá que correr.

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