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Flu busca efetividade, e Cano desponta em setor que vai sofrer mudança

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

24/06/2022 04h00

A vitória sobre o Cruzeiro, na noite de ontem (23), pela Copa do Brasil, teve um "porém" para o técnico Fernando Diniz. O treinador lamentou as oportunidades perdidas e busca ajustes, admitindo uma mudança na forma de atuar após o adeus de Luiz Henrique, que vai despedir do Tricolor no clássico com o Botafogo, no fim de semana. Neste cenário, Cano foi "na contramão" e, novamente, se mostrou decisivo.

O quesito apontado por Diniz, de fato, é indicado pelos números. De acordo com o Footstats, o Tricolor teve 63.68% de posse de bola, com 21 finalizações, sendo oito certas.

O comandante elogiou a postura do Flu, mas, apesar da vantagem para o jogo de volta, em 12 de julho, no Mineirão, demonstrou incômodo quanto ao placar, e gostaria que o triunfo fosse mais elástico.

"Dentro do campo continuamos com volume muito grande de produção ofensiva e também limitando muito as chances de contra-ataque. O primeiro tempo foi excelente, a gente teve superioridade. Estou falando quando estava dez contra dez, depois com um jogador a menos fica difícil para todo mundo. Mas, diferentemente do que aconteceu contra o América-MG, o time já tinha treinado um pouco mais, tido a experiência lá em Belo Horizonte, então teve repertório para poder fazer o gol da vitória e poderíamos ter feito mais", disse.

Há, talvez, um agravamento. O setor pode sofrer mudanças já após o clássico com o Botafogo e Diniz pensa em soluções a curto prazo. O duelo no Nilton Santos será o último de Luiz Henrique, que vai para o Betis, da Espanha, e a perda do camisa 11 pode mudar, inclusive, a forma do Fluminense jogar.

Até aqui, o jovem jogador, em 35 jogos, participou diretamente de 13 gols, com oito assistências e balançando a rede em cinco oportunidades.

"É um jogador muito diferente, acredito que, falando desde a minha chegada, se ele não for o melhor atacante do futebol brasileiro nesses quase dois meses que estamos trabalhando juntos, ele está entre os melhores. Produziu muito, desequilibrou muito o jogo, fez gols, deu muita assistência... É um jogador de difícil reposição, tanto é que os times de fora vêm buscar jogadores como o Luiz Henrique. Temos de arrumar um jeito, arrumar jogador com a mesma característica e com qualidade. A gente talvez tenha de adaptar e mudar um pouquinho o jeito de jogar, ainda mais solidário, com mais aproximação. Vamos ver, vamos trabalhar duro para não sentir a ausência do Luiz", afirmou.

Matheus Martins e John Kennedy despontam como opções. Além disso, o Tricolor anunciou a contratação de Alan, campeão brasileiro pelo clube em 2010, e há a expectativa pela reintegração de Michel Araújo, que estava emprestado ao Al Wasl, dos Emirados Árabes.

Enquanto isso, o argentino Cano fez mais um gol importante, chegou aos 23 gols em 2022 e igualou Romerito como segundo maior artilheiro estrangeiro por temporada do Fluminense, que alcançou a marca de 1984. Agora, o camisa 12 está atrás apenas do compatriota Doval, que fez 39 em 1976.

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