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Vasco vê geração sub-17 em nova final e aposta em DNA por Copa do Brasil

Time sub-17 do Vasco reunido antes do duelo com o Fluminense, pela Copa do Brasil da categoria - Matheus Lima / Vasco
Time sub-17 do Vasco reunido antes do duelo com o Fluminense, pela Copa do Brasil da categoria Imagem: Matheus Lima / Vasco

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

21/06/2022 04h00

O Vasco terá pela frente, logo mais, o Palmeiras no primeiro encontro válido pela final da Copa do Brasil sub-17. E se o Alviverde conta com o "esquadrão" e Endrick, o Cruz-Maltino aposta em uma geração que chegou a todas as finais na base e tem o DNA do clube. O duelo de hoje (21) será às 21h30, no Allianz Parque.

A equipe vascaína chega à decisão após eliminar o Bahia, enquanto o Palmeiras passou pelo Sport. O confronto da volta será no domingo (26), em São Januário.

Pelo clube carioca, uma geração que já há alguns anos se acostumou a decidir títulos e tem no entrosamento um dos pontos fortes. O grupo foi, por exemplo, campeão do Brasileiro e Metropolitano sub-14, Carioca e Recopa Carioca sub-17, além dos vices no Brasileiro e Copa Rio sub-17 no ano passado. Vale ressaltar que não jogaram o sub-15 devido à pandemia.

O elenco conta ainda com jogadores identificados com o clube da Colina, onde estão desde pequenos.

"É sempre bom estar em uma final, ainda mais com essa importância. Crescer junto aos colegas de equipe é sempre importante para nosso entrosamento. Somos amigos fora das quatro linhas também. Estudamos juntos no Vasco e fomos formados dentro de São Januário. Lutaremos muito pelo título", afirmou o goleiro Lecce, que está no Vasco desde os 9 anos.

Vasco sub-17 tem diveros jogadores que cresceram no clube, como Paulinho, Leandrinho e GB, Lecce - Matheus Lima / Vasco - Matheus Lima / Vasco
Imagem: Matheus Lima / Vasco

O discurso é parecido com o do lateral Leandrinho, que está em São Januário desde o sub-7.

"É uma geração muito identificada com a camisa do Vasco, que joga há anos juntos. Crescemos treinando, jogando e estudando juntos, dentro de São Januário. Isso ajuda no desempenho durante os jogos. Nos conhecemos muito bem e o entendimento do grupo é muito bom."

O zagueiro Lyncon, de 16 anos, ganhou espaço nesta temporada, se tornou titular e ganhou a braçadeira de capitão. Natural de Itaboraí, no Rio de Janeiro, o jogador superou um enorme obstáculo ainda nos primeiros meses de vida para, hoje, realizar os sonhos em campo.

Aos nove meses, em um acidente doméstico, ele sofreu queimaduras de terceiro grau e teve de ser submetido a algumas cirurgias, ficando dois meses internado. O ocorrido gerou algumas consequências permanentes, mas que Lyncon já deixou para trás.

"Nossa geração já está há muito tempo junta, a maioria já está no clube desde os 9, 10 anos. Somos muito entrosados dentro de campo e também temos um ótimo relacionamento fora de campo, fazemos a mesma rotina de treinar, estudar e fazer as refeições no clube. É muito importante essa estrutura, ajuda em campo e faz a gente chegar nessa final muito preparado e confiante, pois já estamos acostumados a jogar esse tipo de jogo. Somos muito identificados com essa camisa", afirmou.

Lecce, Leandrinho e Lyncon, do Vasco sub-17, em anos anteriores pelo clube - Matheus Lima / Vasco - Matheus Lima / Vasco
Imagem: Matheus Lima / Vasco

Joia do outro lado

Com apenas 15 anos, Endrick é um dos grandes nomes do Palmeiras na competição. Apontado como uma das grandes joias do futebol brasileiro, ele foi campeão mundial com a seleção sub-17, em abril, e chamou a atenção também da imprensa internacional.

Em maio, ele assinou o primeiro contrato profissional com o Verdão. À época, o UOL Esporte apurou com fontes ligadas ao jogador e ao clube que a multa contratual é progressiva e deve girar em torno de 60 milhões de euros (R$ 316 milhões na conversão atual) em seu último ano.

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