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Indicadores apontam evolução física do Flamengo em meio à sequência no Rio

Paulo Souza e elenco em treino do Flamengo - Gilvan de Souza/Flamengo
Paulo Souza e elenco em treino do Flamengo Imagem: Gilvan de Souza/Flamengo

Letícia Marques

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

28/05/2022 04h00

O Flamengo enfrenta o Fluminense, amanhã (29), no Maracanã, a quarta da sequência de cinco partidas do Rubro-Negro no Rio de Janeiro. O período é considerado crucial por ter o estádio como aliado, apesar das arquibancadas estarem sendo tomadas pelas críticas. No momento, a importância dos jogos em casa tem como principal motivo a evolução física da equipe, visto que os dados do Desar (Departamento de Saúde e Alto Rendimento) apontam números positivos nos últimos três jogos.

O departamento que monitora os dados do elenco, de forma coletiva e individual, considera o time em evolução física. A média de alta intensidade no segundo tempo dos últimos três compromissos aumentou em 31% se comparado ao segundo tempo dos sete confrontos anteriores — sendo seis fora do Rio. O principal motivo para esta evolução é que como os jogos são em casa, o Flamengo diminuiu o desgaste com viagem e deslocamento.

Internamente, a expectativa é de que os indicadores serão ainda melhores nas próximas semanas, visto que há a partida contra o Fluminense e Fortaleza para fechar a sequência de jogos no Maracanã. A logística dos jogos no Rio favorece a recuperação dos atletas. Não à toa, há um maior tempo para fazer trabalhos específicos com os jogadores que necessitarem, como é o caso recente de Arrascaeta, que foi poupado contra o Sporting Cristal.

Além disso, o Flamengo registrou também um aumento de 3% da alta intensidade do primeiro para o segundo tempo dos últimos três jogos: Universidad Católica, Goiás e Sporting Cristal. O Desar avalia positivamente estes dados, visto que, pela segunda etapa ser mais parada devido às substituições, os números costumam ser menores ou, no máximo, iguais ao da primeira etapa.

Nesta temporada, cabe destacar, que o Flamengo possui um melhor aproveitamento no segundo tempo. Sob o comando de Paulo Sousa, cerca de 57% dos gols foram marcados na segunda etapa dos jogos, ao todo 32 dos 56. Os outros 24 correspondem a 43% e foram feitos na primeira etapa.

Desar e Paulo Sousa

A chegada do português trouxe novamente à tona o Departamento de Saúde e Alto Rendimento (Desar). Isso porque, a comissão técnica se aproximou dos membros do Desar e retomaram processos que haviam sido abandonados no clube desde a saída de Jorge Jesus.

A rotina dos atletas é monitorada de perto. Os questionários de saúde são feitos diariamente pelos jogadores. Em meio a isso, os dados do Desar são analisados juntamente aos dados do Wimu, um GPS de última geração que foi implementado na rotina de treino no Ninho do Urubu.

Ao fim de todas as atividades, Paulo Sousa recebe um relatório detalhado feito após a reunião que acontece com os membros do Desar. Na sequência, o treinador se reúne com os coordenadores das respectivas áreas.

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