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SPFC desperdiça melhor chance de quebrar tabu, mas ganha moral fora de casa

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

23/05/2022 04h00

Classificação e Jogos

A quebra do tabu de nunca ter vencido na Neo Química Arena escorreu pelas mãos do São Paulo. Depois de um primeiro tempo em que dominou completamente o Corinthians, a equipe de Rogério Ceni perdeu o controle da partida na segunda etapa e viu Adson buscar o empate por 1 a 1 nos minutos finais.

Apesar da frustração que fica pela 16ª partida sem vitória na casa do rival, o São Paulo leva pontos positivos do duelo. A equipe que antes era criticada quando atuava longe dos seus domínios se mostrou confiante em um ambiente hostil, que já foi palco de uma histórica goleada por 6 a 1 em 2015.

O domínio são-paulino passou muito pelo esquema tático adotado. Em vez do tradicional 4-1-3-2, Rogério Ceni levou a campo um time com três zagueiros, jogando por vezes em um 3-4-3, semelhante ao do Corinthians, e defendendo em um 5-4-1.

A formação fez com que os atacantes do Corinthians ficassem travados na marcação e permitiu que o São Paulo tivesse superioridade no meio de campo. A equipe de Rogério Ceni foi para o intervalo com 1 a 0 no placar e seis finalizações no gol, contra apenas duas do rival. A vantagem não foi maior apenas porque Cássio, em grande tarde, fez quatro defesas importantes.

"Acho que foi a melhor atuação do São Paulo fora de casa. Contra o Flamengo fomos mal, contra o Fortaleza saímos ganhando, mas também não jogamos uma grande partida. Contra o Bragantino foi um bom jogo que nós fizemos, e hoje, diante de um grande adversário, dominamos o jogo no primeiro tempo. Diminuímos a saída de jogo, tentamos minimizar o risco, porque eu sei que aqui se escorrega muito. O Igor tomou um tombo no primeiro lance. (...) optamos por simplificar o jogo", disse Ceni, em entrevista coletiva.

Os problemas no São Paulo na partida começaram justamente na troca de formação. Rogério Ceni tirou ainda no intervalo Reinaldo, Luciano e Igor Vinícius para as entradas de Patrick, Eder e Rafinha. As trocas tinham como objetivo responder à mexida de Vítor Pereira, que abandonou o 3-4-3 ao tirar Gil e colocar o atacante Adson.

O segundo tempo começou equilibrado, mas o Corinthians foi conquistando terrenos aos poucos e incomodando o São Paulo. Depois da entrada de Gabriel Neves, aos 13 minutos, no lugar de Rodrigo Nestor, a equipe alvinegra passou a controlar o meio de campo e buscou o gol de empate.

Ainda assim, o São Paulo teve a bola do jogo nos acréscimos. Léo cruzou da esquerda e Igor Gomes cabeceou, livre, para a defesa de Cássio. O lance era a chance de encerrar o tabu na Neo Química Arena. Não deu. Ao time tricolor fica a esperança de dias melhores quando longe de seus domínios.

"Poderíamos ter vencido. São Paulo nunca esteve tão perto da vitória, então tem um progresso", completou Ceni.

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