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Duílio defende Rafael Ramos e condena gritos homofóbicos da torcida

Duílio Monteiro Alves, presidente do Corinthians - Reprodução/Corinthians TV
Duílio Monteiro Alves, presidente do Corinthians Imagem: Reprodução/Corinthians TV

Gabriel dos Santos

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/05/2022 19h51

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O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, saiu em defesa do lateral-direito Rafael Ramos, acusado de injúria racial por Edenílson, do Internacional.

Na zona mista da Neo Química Arena depois do empate em 1 a 1 com o São Paulo, hoje (22), Duílio comentou sobre o caso e destacou a perícia técnica contratada pela defesa do corintiano que alega que a palavra 'macaco' não foi utilizada.

"Assuntos chatos que não gostamos que aconteçam. Do mesmo jeito que tratamos o caso do Robson [Bambu sobre o possível caso de estupro], que já foi encerrado pela investigação, com o Rafael Ramos também. Acompanhamos o Rafael desde o primeiro momento em Porto Alegre, que ele colocou que não tinha falado [macaco], até pela reação dele, pela educação que tem. [Macaco] É uma palavra que nem é usada no país dele. Tínhamos muita segurança que o Edenílson tinha entendido errado", disse o presidente.

"A perícia foi contratada pela defesa, mas é oficial, independentemente por quem é contratada. É uma perícia que tem muita validade, assim como outras que foram contratadas e vão mostrar que o Rafael não cometeu crime. Em relação a prisão, vamos aguardar. Assim como não nos manifestamos julgando o Rafael, como muitos fizeram inclusive o Internacional, esperamos a investigação terminar e aí nos manifestamos a quem crucificou o Rafael. Claro que não pode existir racismo, mas não existiu (neste caso). Temos que tomar cuidado com isso", continuou Duílio.

Cânticos homofóbicos em clássico

Duílio também falou sobre os gritos homofóbicos cantados pela torcida do Corinthians no clássico contra o São Paulo. O mandatário condenou a atitude.

"A gente é totalmente contrário a este tipo de cântico, da mesma forma que falei do racismo. A gente vem conversando com os torcedores, fazendo campanhas contra a homofobia. Hoje, todas as vezes que a torcida cantou, colocamos no telão, a locutora do estádio reprimiu, porque não achamos correto. O futebol está mudando no próprio jogo, hoje depois dos avisos a torcida mudou o canto. Temos que insistir, vocês [imprensa] são importantes nisso para que a gente acabe com qualquer tipo de discriminação. Estamos em 2022, isso não faz sentido", finalizou o presidente.

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