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Ex-SPFC e Wilstermann, Thomaz relembra treinos de Ceni: 'não repetia nunca'

Thomaz abraça Rogério Ceni após marcar pelo São Paulo - Paulo Pinto / saopaulofc.net
Thomaz abraça Rogério Ceni após marcar pelo São Paulo Imagem: Paulo Pinto / saopaulofc.net

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

19/05/2022 04h00

Classificação e Jogos

Na primeira passagem como treinador do São Paulo, Rogério Ceni pegou o telefone e convenceu o meia Thomaz a deixar a Bolívia para voltar ao clube em que atuou nas categorias de base. Na época, ele defendia as cores do Jorge Wilstermann, adversário do Tricolor, hoje (19), pela penúltima rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.

O ato de Ceni se mantém em sua segunda passagem pelo Morumbi. Ele telefonou para André Anderson para explicar ao então jogador da Lazio como pensava em utilizá-lo. Fez isso com Pedrinho e Wesley Moraes também, mas os dois acabaram não fechando com o time paulista.

"Essa relação direta com o jogador é muito comum na Europa, isso passa mais confiança ao jogador que está sendo contratado", diz Thomaz, atualmente no Operário-PR.

Thomaz comemora gol marcado na estreia pelo São Paulo - Paulo Pinto / saopaulofc.net - Paulo Pinto / saopaulofc.net
Thomaz comemora gol marcado na estreia pelo São Paulo
Imagem: Paulo Pinto / saopaulofc.net

A relação com Ceni deixou lembranças positivas no meia. Ele elogiou o repertório do ex-goleiro no dia a dia no CT da Barra Funda, algo já apontado por outros atletas que conviveram com Ceni.

"Minha relação com Rogério era muito boa, aprendi muito com ele. Já era um excelente treinador e hoje é um dos melhores do Brasil. O dia a dia nos treinamentos era impressionante. Lembro que já estava há uns três ou quatro meses lá e ele não havia repetido nenhum treino", relembra.

O meia foi contratado nos primeiros meses de Rogério Ceni no comando do São Paulo. Com o ex-goleiro, Thomaz atuou em 15 partidas, fazendo dois gols e duas assistências. Quando Ceni foi demitido, no entanto, jogou apenas mais quatro vezes pelo clube em 2017 antes de começar uma série de empréstimos para Red Bull Brasil, Paysandu, Bolivar-BOL e Inter de Limeira.

"Quando o Rogério saiu, acabei perdendo espaço. Eu ia para os jogos, mas não entrava mais. Isso foi amadurecendo em mim a ideia de pedir um empréstimo. Talvez deveria ter tido mais paciência, mas eu queria voltar para a Bolívia para tentar a convocação para a seleção de lá", explica.

O sonho de Thomaz de defender a seleção boliviana vinha desde a passagem pelo Jorge Wilstermann, onde jogou em 2015 e 2016. Ele afirma ter sido sondado para se naturalizar boliviano, algo que acabou não acontecendo com a ida ao São Paulo. A volta ao país para jogar pelo Bolivar, em 2019 e 2020, não foi suficiente, pois a Fifa exige que o atleta jogue cinco anos contínuos em um país para poder se naturalizar.

Se Thomaz não deixou grandes lembranças na mente do torcedor são-paulino, o mesmo não aconteceu na equipe boliviana. Ele era um dos destaques daquele Jorge Wilstermann que chegou às quartas de final da Libertadores de 2017. Depois de um ótimo jogo contra o Palmeiras, ainda na fase de grupos, ele deixou o clube para atuar pelo clube do Morumbi.

São Paulo e Jorge Wilstermann se enfrentam às 21h30 (de Brasília) de hoje (19), no Morumbi, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. A equipe paulista precisa apenas da vitória em casa para garantir com antecipação a única vaga da chave para o mata-mata.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO x JORGE WILSTERMANN-BOL
Competição: Copa Sul-Americana (5ª rodada do grupo)
Data e hora: 19 de maio de 2022, às 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Angel Arteaga (VEN)
Auxiliares: Tulio Moreno e Antoni Garcia (ambos VEN)
Quarto árbitro: Jesus Valenzuela (VEN)

São Paulo: Thiago Couto; Igor Vinícius, Miranda, Beraldo (Léo), Reinaldo; Luan, Gabriel Neves (Nikão), Talles Costa, Patrick; Rigoni e Luciano (Éder). Técnico: Rogério Ceni

JORGE WILSTERMANN: Luis Cárdenas; Ramiro Ballivián, Santiago Echeverría, Edson Pérez e Maximiliano Ortiz; Luis Rodriguez, Carlos Añéz, Moisés Villarroel e Serginho; Raúl Castro e Andrés Chávez. Técnico: Sergio Migliaccio

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