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Bustos desabafa após vitória do Santos na Vila: 'Não sei se há infiltrados'

Fabián Bustos, treinador do Santos, na partida contra o Unión La Calera, pela Sul-Americana - Fernanda Luz/AGIF
Fabián Bustos, treinador do Santos, na partida contra o Unión La Calera, pela Sul-Americana Imagem: Fernanda Luz/AGIF

Lucas Musetti Perazolli

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

19/05/2022 00h41

O técnico Fabián Bustos desabafou após a vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Unión La Calera-CHI ontem (18), na Vila Belmiro, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.

O argentino foi "cornetado" por alguns torcedores das sociais. Quando o Peixe abriu o placar aos 56 minutos do segundo tempo, o treinador se virou contra o santista mais "chato", bateu no peito e pediu respeito.

"Um torcedor ou dois, três, não são a torcida. Santos é imenso, é do mundo. A torcida já viu coisas espetaculares com Pelé, Neymar, Pepe, Edu e todos. Nós estamos tentando fazer nosso trabalho de pouco a pouco, somando grãos de areia. Eu não consigo entender como num jogo que era pra terminar 3 ou a 4... A torcida não, mas alguns criticaram a mudança do Felipe Jonatan. Fez um grande jogo taticamente e no esforço, porque o jogo era para ser vencido desde o primeiro tempo. Isso não está bem, não está bem vaiarem e insultarem. Não tenho que responder, mas insultaram a mãe. Não é Bustos ou Goulart, é o Santos. Se o jogo terminar sem o resultado, posso entender as críticas. Mas a equipe estava jogando bem", disse Bustos

"Os mesmos jogadores ganharam em Quito e hoje estamos na primeira colocação faltando um jogo. Esse mesmo time, porque todos somos um, passou na Copa do Brasil, que começou bem no Campeonato Brasileiro. Depois de quase cairmos no Paulistão. Não sei se há infiltrados, mas Santos é mais importante que qualquer pessoa. Somos todos Santos e queremos levá-lo ao mais alto possível. Se jogássemos mal, entenderíamos as críticas. Mas tentamos, acertamos a trave, criamos por dentro e por fora. Era um jogo para quatro gols. Foi um desabafo, não estou certo, mas fomos insultados por 15 minutos seguidos e respondi ao torcedor que identifiquei. O mais importante é o Santos, não é quem joga ou faz gol. Se estivermos com a torcida, melhor time seremos. Quanto mais otimismo melhor. A torcida nos ajuda a ganhar jogos até o último minuto. Nos apoiaram até o fim e conseguimos a sétima vitória seguida de mandante. Mas para esses torcedores parecíamos criminosos ou que estávamos roubando algo, mas só estávamos trabalhando", completou.

Com a vitória, o Santos assumiu a liderança do Grupo C da Sul-Americana, com 10 pontos, e só depende dele para avançar às oitavas de final. O Peixe enfrentará o Banfield na terça-feira (24), na Vila Belmiro. Com oito pontos, o La Calera receberá a Universidad Católica no Chile.

Antes de definir a vaga na Sula, o Santos enfrentará o Ceará na Arena Barueri no sábado (21), pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

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