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Casares diz que São Paulo terá que vender jogadores e que Ceni sabe

Julio Casares, presidente do São Paulo - Rubens Chiri / saopaulofc.net
Julio Casares, presidente do São Paulo Imagem: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Do UOL, em São Paulo

18/05/2022 09h37

O presidente do São Paulo, Julio Casares, afirmou que o clube terá que vender jogadores no meio do ano e que o técnico Rogério Ceni está ciente da situação. A declaração foi feita em trecho disponibilizado da entrevista que concedeu ao 'Grande Círculo', do SporTV. O programa completo será exibido no próximo dia 28.

"Os clubes ainda dependem da venda de atletas. E não tenho dúvida que, no meio do ano, havendo uma proposta, o São Paulo vai ter que vender. Isso está claro, e o Rogério [Ceni] sabe disso", ressaltou o dirigente. O orçamento de 2022 do Tricolor prevê uma receita de R$ 142 milhões com a venda de jogadores.

Casares vê o mercado internacional ainda impactado pelos reflexos da pandemia da covid-19, mas se recuperando. Além disso, o cartola também cita que a guerra Rússia-Ucrânia fez com que esses países, antes potenciais compradores de atletas, deixassem o cenário das transferências de futebol.

"Viemos de uma pandemia, onde a janela [de janeiro] foi muito conservadora. O mercado sentiu. Então, parece que agora está se recuperando. O mercado russo, que era um bom mercado, e o da Ucrânia, não existem mais. A China também não existe mais. Aí começa a reduzir [as oportunidades]", comentou.

O presidente são-paulino também tratou da saída de Marquinhos para o Arsenal. Embora o contrato do atleta com o clube fosse válido até 2024, a Fifa reconhece o vínculo de apenas três anos no caso de transferências internacionais para jogadores que assinaram profissionalmente com menos de 16 anos.

Quando assinou o vínculo com o Tricolor, em 2019, Marquinhos tinha exatos 16 anos. Sendo assim, o atacante, agora com 19 anos, ficaria livre para assinar de graça a partir de julho e teve a sua venda agilizada.

"A questão do Marquinhos é uma questão conhecida, que ele não conseguia mais, ele não queria ficar. Foi tentado de tudo", ressaltou Casares. "Até antes do jogo contra o Racing, que ele arrebentou, ele não já queria ficar. Era uma questão contratual, que ele tinha essa condição", finalizou.

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