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Lugano vê erros a favor do São Paulo, e Ceni brinca: 'Não é mais meu amigo'

Rogério Ceni, técnico do São Paulo, durante partida contra o Cuiabá válida pelo Campeonato Brasileiro - Marcello Zambrana/AGIF
Rogério Ceni, técnico do São Paulo, durante partida contra o Cuiabá válida pelo Campeonato Brasileiro Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

15/05/2022 19h49

A arbitragem de Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RJ) causou polêmica na vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Cuiabá hoje (15), no Morumbi, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

O árbitro marcou um pênalti controverso em André Anderson e expulsou Jonathan Cafú no segundo tempo. Em entrevista coletiva, o técnico Rogério Ceni concordou com o árbitro e discordou de Lugano.

Ídolo do São Paulo e comentarista da ESPN, Lugano viu pênalti inexistente de Marllon e expulsão exagerada de Cafu. Antes da penalidade ser marcada, houve um toque no braço de Marcão.

"Pênalti pode gerar uma dúvida, primeiro bateu na mão do Cuiabá e depois houve a carga. Vocês acham que não foi? Eu acho que houve carga e o juiz estava perto e apitou com convicção. E poderia ter sido mão no cruzamento. Lugano não é mais meu amigo então (risos). Vou ligar para ele", disse Ceni.

"Eu achei que não foi proposital, mas se Arboleda deixa a perna firme, quebra a perna. Pegou de cima para baixo. Achei uma expulsão correta. Se o Lugano diz que não é para expulsão, não sei de mais nada. Para o Lugano pouca coisa era expulsão. Gerrard que o diga (risos)", completou.

Revoltado, o Cuiabá emitiu nota oficial para questionar o árbitro estreante em Série A.

"O Cuiabá EC qualifica como inaceitável o que ocorreu hoje na arbitragem da partida contra o São Paulo FC, no Morumbi, pela Série A.

Não há justificativas para a escalação de um novato para a partida de hoje, alterando o rumo de escolher árbitros qualificados para as partidas do Brasileirão.

Não bastassem todas as dificuldades impostas pelos gigantes do futebol brasileiro, que insistem na fórmula de inflar seus ganhos às custas das equipes médias, temos que conviver com a escalação de um árbitro sem condições de apitar na elite do futebol brasileiro.

Alexandre Tavares de Jesus fez sua estreia de forma esdrúxula, marcou um pênalti inexistente contra nossa equipe, deu-se ao luxo de não consultar o VAR sabe-se-lá-por-que e ainda expulsou o atleta Jonathan Cafú depois de não ter marcado nem falta no mesmo lance.

O Cuiabá informa que fará protesto formal na CBF, embora saiba que este tipo de atitude dificilmente gere alguma consequência palpável.

A discussão da criação da Liga Brasileira de Clubes e o discurso de união precisam ter como fundamentos duas premissas: o fim da desigualdade financeira das receitas, hoje na proporção de oito para um, e a profissionalização da arbitragem. Fora disso, o futebol brasileiro seguirá cada vez mais distante do esporte praticado em outras partes do mundo".

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