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Abel prevê Veiga na seleção e se declara para Rony no Palmeiras: 'Amo ele'

Lucas Musetti Perazolli

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

14/05/2022 20h13

Após a vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino hoje (14), no Allianz Parque, o técnico Abel Ferreira comentou sobre mais uma ausência de Raphael Veiga na lista de convocados da seleção brasileira.

Veiga tem sido destaque do Palmeiras, mas ainda não convenceu o técnico Tite. Abel acredita que é uma questão de tempo e de falar menos sobre esse assunto.

"Quando todos deixarem de falar sobre o Veiga ter que ir, ele vai. Não sei quando, mas vai. Tem que fazer o que faz, jogar o que joga e correr o que corre. Se falarem sempre disso, não sei que forma o selecionador pensará. Mas se ele conseguir manter, é questão de tempo. Não é teimosia, Tite tem muitos jogadores para escolher como eu tenho. E o intuito é o melhor no momento e agora. No futuro se troca. E eu troco várias vezes", disse Abel.

"Não vou mais puxar o saco dele, tenho outros jogadores que gosto e não preciso falar todos os dias. Respeito e admiro ele e quero rendimento. E eu não sou experiente no assunto e tenho 43 anos. Sou juvenil nisso ainda. Eles são sênior, eu sou juvenil. Tenho muito a aprender, muito a crescer", completou.

Abel Ferreira também aproveitou a entrevista coletiva para elogiar Rony, ponta de origem e que segue como centroavante titular do Verdão. O português se declarou para o jogador.

"Temos um centroavante emprestado, o Rony. Ele era ponta e prefere jogar ali de 7. Ele gosta, mas a equipe precisa dele ali (de nove). Teve oferta de 6 milhões da Europa e pedi por favor para não levarem. Uns gostam e outros não, mas eu amo ele", afirmou.

Sobre o jogo, Abel viu vitória justa sobre o Bragantino e lamentou a demora para o Palmeiras matar o jogo. O segundo gol saiu aos 52 minutos do segundo tempo.

"Aos quatro minutos, tínhamos duas oportunidades flagrantes. Fizemos três gols e um contou no primeiro tempo. Tirando sete chutes deles de fora da área, não lembro de uma oportunidade de gols do adversário. Não lembro, mas vou rever o jogo. Gosto dessa equipe, é uma equipe que quer jogar, que não fez cera. Fiquei maluco com os sete minutos de acréscimos. Maluco! Doente! Eles vieram jogar o jogo e deram sete minutos. Fluminense fez cera o tempo todo e não foi assim. Se for para dar sete, que façam sempre. Eu não entendi. Bragantino veio para ganhar, não para não perder. Contra o Fluminense deram cinco e hoje deram sete. Tinham que ter dado 14. Parabéns ao Bragantino, grande time e treinador, joga sem muita pressão de resultado, para formar, vender e municiar. Gosto muito de jogar conta esse tipo de equipe e acho que fomos vencedores justos. O segundo gol tinha que sair antes. Essa equipe é como o martelo, vai, vai, vai e dá tudo até o fim. Por detalhes não marcamos o segundo gol antes", concluiu.

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