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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: 'São Paulo deve vender Marquinhos. É uma perda relativa'

Do UOL, em São Paulo

13/05/2022 04h00

O São Paulo viveu uma quinta-feira agitada no mercado da bola. O clube recebeu uma oferta do Arsenal pelo atacante Marquinhos, em notícia publicada pelo 'ge' e confirmada pelo UOL Esporte. O goleiro Tiago Volpi também pode deixar o time do Morumbi e retornar ao futebol mexicano - o Toluca estaria interessado em contratá-lo.

Na Live do São Paulo, programa do UOL Esporte logo após os jogos do Tricolor, os jornalistas Marcelo Hazan, Menon e Gabriel Perecini conversaram sobre as possíveis negociações envolvendo Tiago Volpi e Marquinhos. Para os comentaristas, a saída dos dois jogadores parece ser inevitável e, ironicamente, a melhor solução.

"No caso do Marquinhos, o São Paulo deveria vendê-lo e manter uma parte dos direitos. Foi o que aconteceu com Antony e David Neres. É uma perda relativa. É um jogador de potencial, mas que ainda não explodiu. No momento atual, o Rogério o utiliza pouco. Vai fazer falta de ser uma opção de banco. Não é titular. Quem não tem dinheiro tem que se satisfazer com o que vier", disse Menon.

A situação contratual de Marquinhos deve fazer com que o São Paulo não crie empecilhos para a saída do jovem jogador. Tudo gira em torno das diferenças entre a legislação brasileira e as regras da Fifa. Pela Lei Pelé, um jogador de 16 anos pode firmar um vínculo profissional de cinco anos com um clube. A Fifa, porém, limita essa duração a apenas três anos. Em termos práticos: em 2019, Marquinhos assinou um contrato profissional com o São Paulo. Pela Lei Pelé, válido até 2024; para a Fifa, até julho de 2022.

Em casos semelhantes aos de Marquinhos, e nos quais houve litígio, a palavra da Fifa vale mais. Ou seja: para evitar perder o jogador de graça, o São Paulo tende a aceitar propostas, mesmo que elas sejam por um valor considerado baixo para um jovem atleta.

Perecini criticou a maneira como o São Paulo conduziu o caso de Marquinhos no passado, sem se preocupar com as consequências. "A lei está aí. O que tinha para ser feito era antes, que seria tomar conta do contrato do jogador e renová-lo dentro dos parâmetros que a Fifa exige. O São Paulo renovou o vínculo de uma forma equivocada, deixou chegar nessa situação e agora vai tentar fazer algum malabarismo para conseguir pelo menos algum dinheiro por um jogador que tem muito potencial e que poderia ser muito importante para o elenco", lamentou.

Já Menon questionou a regra utilizada pela Fifa. "Acho errada a postura da Fifa. O clube fica muito refém. O jogador tem 16 anos e só pode assinar por três anos. Ao chegar aos 18, começa a jogar bem. Sabe quando o empresário vai renovar o contrato? Não renova de jeito algum e joga a pressão para cima do clube. Ou você vende ou o jogador será liberado de graça; O clube fica sem força de negociação e cada vez mais como exportador de mão de obra", opinou o colunista do UOL.

Hazan frisou que o Tricolor está sem muita saída para o caso. Além da questão contratual, o clube enfrenta uma situação financeira delicada. "Quando entra, o Marquinhos tem sido um oxigênio para o time, com velocidade pelos lados do campo, uma característica que não é comum nesse elenco do São Paulo. O Rogério até queria um jogador assim no começo da temporada, mas não foi contratado. O São Paulo está muito pressionado por esse contrato e todo esse contexto joga o valor da negociação para baixo. E o São Paulo precisa vender para fazer caixa, pois está em uma situação gravíssima do ponto de vista financeiro", finalizou.

Não perca! A próxima edição da Live do São Paulo será no domingo (15), logo após a partida contra o Cuiabá pelo Brasileirão. Você pode acompanhar o programa pelo Canal UOL, no app Placar UOL, na página do São Paulo no UOL Esporte ou no canal do UOL Esporte no Youtube.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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