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'Dá para jogarem juntos?' Diniz busca quebrar paradigmas no Fluminense

Fernando Diniz conversa com elenco do Fluminense: critério do treinador para escalar time é a meritocracia  - Marcelo Gonçalves / Fluminense
Fernando Diniz conversa com elenco do Fluminense: critério do treinador para escalar time é a meritocracia Imagem: Marcelo Gonçalves / Fluminense

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

13/05/2022 04h00

Classificação e Jogos

Fernando Diniz já mostrou ser um cara que gosta de quebrar paradigmas nos clubes que comandou, e neste retorno ao Fluminense não quer ser diferente. A da vez agora é derrubar aquela velha máxima que, vez por outra, acompanha os treinadores, que é a tão falada e batida pergunta: "dá para jogar junto?". Este questionamento é comum quando há dois jogadores com as mesmas características no elenco.

No caso do grupo tricolor, há mais de uma situação que se encaixa nesta indagação. A mais falada é em relação à dupla Fred e Germán Cano, mas também se estende a Fred e Ganso; Nathan e Ganso; e André e Wellington.

Diniz, porém, se mostra mais uma vez convicto em suas ideias, e deixou claro que o critério que utilizará para escalar a equipe será o da meritocracia.

"Pelo modelo que eu adoto, esses mitos e tabus que as pessoas falam... O primeiro, quando cheguei aqui, é que não podia jogar junto Cano e Fred. Outro é que não podia Ganso e Nathan. E também tem esse do André e Wellington. Todo mundo pode jogar", disse Diniz após a vitória por 2 a 0 sobre o Vila Nova, pela Copa do Brasil, complementando:

"Minha proposta na escalação era colocar os jogadores que viviam melhor momento. O André fez uma grande partida contra o Junior Barranquilla [pela Sul-Americana], e o Wellington fez uma grande partida contra o Palmeiras [pelo Brasileiro]. O André tinha que voltar, e o Wellington não merecia sair. Então meu critério foi esse, e acho que funcionou bem."

Já conviveu com tal paradigma na outra passagem

Na passagem anterior de Fernando Diniz pelo Fluminense, o treinador conviveu com outro questionamento que, volta e meia, imprensa e torcedores levantavam. Na época a pergunta era se Ganso e Nenê, hoje no Vasco, poderiam atuar juntos.

Na ocasião, Diniz também deu de ombros para a opinião pública e escalou em algumas oportunidades ambos.

"Para mim, é muito claro que sim, eles podem jogar juntos desde o começo. Estava tentando trazer o Nenê desde o início do ano. O Ganso já tinha chegado. Tenho muita convicção que eles podem jogar juntos perfeitamente", disse na época.

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