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Fellipe Bastos relata racismo em jogo com Atlético-GO: 'Chamou de macaco'

Fellipe Bastos, do Goiás, relata ofensa racista em jogo contra o Atlético-GO - ROBERTO ZACARIAS/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO
Fellipe Bastos, do Goiás, relata ofensa racista em jogo contra o Atlético-GO Imagem: ROBERTO ZACARIAS/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

08/05/2022 20h03Atualizada em 10/05/2022 16h57

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O volante Fellipe Bastos, do Goiás, afirmou que foi vítima de racismo na vitória sobre o Atlético-GO, hoje, no estádio Antônio Accioly, em jogo pelo Campeonato Brasileiro. Revoltado, o jogador relatou que foi chamado de "macaco" por um torcedor quando estava a caminho do vestiário.

O jogador descreveu o responsável pela ofensa e cobrou uma ação dos policiais e seguranças próximos ao local. Fellipe Bastos disse estar "assustado" com o episódio e afirmou que "temos que dar um basta nisso".

"Aconteceu um ato racista. Eu estava saindo para o vestiário e um rapaz com óculos na cabeça me chamou de macaco. Eu voltei e falei para ele repetir. E ele falou: macaco. Me chamou duas vezes de macaco. No mundo em que a gente vive o ato racista nos deixa entristecido porque as pessoas que estavam ali do lado viram, as pessoas que estavam atrás de mim viram. O policial e os seguranças poderiam ter identificado o torcedor", disse o jogador em entrevista à Globo.

"É recorrente. Já aconteceu em outros estádios, com outros jogadores, outras pessoas. Temos que dar um basta nisso, só quem sofre é que sente. Eu não queria que isso abafasse nossa primeira vitória no Campeonato Brasileiro, mas é importante falar. Estou assustado, pois é a primeira vez que acontece comigo. Eu pedi para ele repetir e ele repetiu", completou.

Fellipe Bastos espera que o torcedor seja identificado e pague pelo ato, mas não cobra punição ao Atlético-GO.

"Estou muito triste, perplexo com o que aconteceu porque não foi só uma vez. Eu pedi para ele repetir e ele repetiu. Ou seja, ele é racista, não tem outra coisa para se falar de uma pessoa que repete o ato errado, que volta e repete o que falou. Estamos vendo acontecimentos no futebol, a gente viu contra o Fortaleza e o Corinthians (na Libertadores). Outros casos aconteceram. Essa pessoa tem que ser identificada, tem que sofrer punição. Não acho que é o clube que tem que sofrer, uma pessoa não diz o que é o Atlético-GO, mas a pessoa tem que sofrer a punição. É fácil identificar, pois ele me chamou duas vezes de macaco", disse o volante.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Goiás repudiou o episódio e afirmou que "medidas judiciais devem ser tomadas para punir o criminoso. Não iremos tolerar esse tipo de atitude".

"Estamos completamente consternados com a atitude lamentável de racismo que aconteceu contra o nosso atleta Fellipe Bastos. Repudiamos veementemente esse ato vergonhoso e covarde, que infelizmente continua a acontecer no futebol. Chega! Isso precisa acabar!", disse o Goiás em seu Twitter oficial.

"Racismo é crime e as medidas judiciais devem ser tomadas para punir o criminoso. Não iremos tolerar esse tipo de atitude. Estamos todos juntos com você, Fellipe. Racistas não passarão!", completou.

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