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Elogiado por Abel, Nathan vira opção em rodízio do Flu e busca sequência

Nathan, meia do Fluminense, no duelo com o Unión Santa Fe, pela Copa Sul-Americana - Mailson Santana/Fluminense FC
Nathan, meia do Fluminense, no duelo com o Unión Santa Fe, pela Copa Sul-Americana Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

28/04/2022 04h00

Elogiado pelo técnico Abel Braga, Nathan ainda busca mais espaço no Fluminense. Reforço para a temporada, o camisa 13 foi acionado contra o Unión Santa Fe, pela Copa Sul-Americana, na última terça-feira (26), e pode se tornar opção em meio à maratona de jogos e buscas por soluções para o time sair da má fase.

Nathan chegou às Laranjeiras após o Tricolor levar a melhor sobre o Santos em uma acirrada disputa no mercado da bola. O acerto, à época, foi envolto em grande expectativa da torcida, mas o meia, que está emprestado pelo Atlético-MG, até este momento, não conseguiu a sequência que era esperada.

Titular na estreia do Flu em 2022, contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca, ele soma apenas nove jogos e 397 minutos em campo.

Inicialmente, Abel Braga havia optado pela formação 3-4-3, não tendo um meia na equipe. Com Ganso atravessando um bom momento, o treinador revisou o desenho tático, e o camisa 10 foi alçado à equipe titular. Agora, com a sucessão de jogos e a decisão de fazer um rodízio para evitar desgaste, Nathan pode voltar ao radar da comissão técnica de maneira mais incisiva. E é justamente o setor de criação que vem gerando certa dor de cabeça ao comandante tricolor, como ele apontou depois do confronto com o Unión Santa Fe.

"O que eu acho que está acontecendo é que não estamos criando bem. O Ganso, que todo mundo falava, entrou bem na equipe. Hoje entrou o Nathan, e achei muito melhor do que os treinos que ele tem feito. Fiquei muito satisfeito", disse.

A ausência de oportunidades ao jogador já havia sido debatida anteriormente. Depois da vitória sobre o Oriente Petrolero, por exemplo, Abel respondeu sobre o tema: "O Nathan está treinando muito bem. Ele não teve oportunidade porque quando chegamos a essa forma de jogar, o titular está aqui [Ganso]".

Pouco após o Tricolor conquistar o Estadual, o UOL Esporte conversou com o diretor de futebol Paulo Angioni sobre alguns assuntos. Na ocasião, ele também foi questionado sobre o camisa 13.

"O que acontece é que temos três competições simultâneas, o que não é uma coisa fácil. É muito difícil. E o Fluminense, está fazendo, através da presidência do clube, um esforço sobrenatural porque a logística é complicadíssima. Tem todo um desgaste de três competições seguidas. Não é fácil e, para isso, precisamos de saúde. E para ter saúde, precisamos de atletas. E se precisa de atleta, precisa de todo mundo", afirmou.

"É óbvio que, em um primeiro momento, a pessoa vem com expectativa de jogar, não joga, e tem uma tristeza que é normal. Maas não tem uma insubordinação, demonstração de contrariedade, muito pelo contrário. As pessoas se entregam. No caso específico do Nathan, se entrega, treina, se doa... Óbvio que sempre damos uma explicação, até porque as pessoas têm de estar confortadas. O momento do Nathan vai chegar, não tenho dúvida. Se trata de um grandioso jogador, mas, no momento, não está sendo aproveitado. Mas a qualquer momento vai estar sendo solicitado para atuar. Como não se descuida em momento algum, quando tiver essa solicitação, vai estar apto para render o que ele pode render. Não tem porque fazer disso um problema porque vamos precisar de todos os jogadores. É muita competição", completou.

Após o empate da última terça-feira, o comandante da equipe das Laranjeiras admitiu que as atuações estão abaixo do que se propõe e há a procura por saídas, citando também a questão emocional do elenco.

"Temos de melhorar um pouquinho o estado emocional, que não está muito legal. O Fluminense encantou todo mundo aí no Carioca, só não fez o primeiro jogo contra o Bangu e o segundo com o Botafogo [pela semifinal] bons. Foram 14 jogos bons. Temos de trazer isso de volta. Os jogadores têm consciência disso, foi dito lá dentro. Temos que buscar soluções", assegurou.

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