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Time de pebolim e 'cemitério' de atacantes: comentaristas detonam seleção

Colaboração para o UOL, de Aracaju

28/01/2022 04h00

Com uma atuação aquém das expectativas, o Brasil empatou por 1 a 1 contra o Equador na noite de ontem (27), na altitude de Quito, pelas Eliminatórias da Copa.

No Fim de Papo, live transmitida pelo UOL Esporte após a partida, os comentaristas Vitor Guedes e Renato Maurício Prado detonaram o desempenho dos comandados de Tite. Para Guedes, a seleção brasileira parece um time de pebolim - também conhecido como "totó" em algumas regiões de país.

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"O Tite amara demais o time taticamente no ataque, lembra um futebol de pebolim, o Vinícius Júnior jogou o tempo todo na esquerda e Raphinha na direita, depois Anthony na direita e Jesus na esquerda, Matheus Cunha no meio e depois Gabigol, e não teve uma troca", opinou.

"Você vê o jogo inteiro e parece pebolim mesmo, o ponta direita no lado direito, o ponta esquerda do lado esquerdo, o Vinícius Júnior parecia que ia jogar contra o Carlos Alberto Torres, ficou mais tempo guardando a posição para marcar o lateral do que para atacar, é uma perda de tempo. Gostaria de ver pelo menos do meio para frente uma movimentação, uma 'bagunça organizada'", explicou Guedes.

Já Renato Maurício Prado qualificou a seleção de Tite como um "cemitério de centroavantes". Segundo ele, o mau desempenho dos atacantes da seleção está relacionado à maneira como a equipe joga.

"Essa seleção é um cemitério de centroavantes, até gostei do Matheus Cunha no primeiro tempo, se movimentou bem, teve o lance da expulsão, mas é uma obsessão incrível pela marcação. Não consigo entender o sentido disso, o Tite acha que futebol é basquete, que todo mundo tem que ir e voltar. Tudo bem o cara da frente marcar, mas lá na frente pressionando a saída de bola", disse RMP.

Desde que Tite assumiu a seleção brasileira, nomes como Gabriel Jesus, Roberto Firmino, Richarlisson, Gabigol e Matheus Cunha já foram testados no comando de ataque, mas ninguém se firmou como titular absoluto até então. Para o comentarista, o problema é coletivo.

"Este era o tipo de jogo para ser ousado. Tem que aproveitar para tentar variação, alguma novidade, e não esse esquema amarrado."

"Foi medonho, muita ligação direta, chutão, nenhuma triangulação, a esperança é algum lance individual. Como não temos mais tantos supercraques, fica cada vez mais difícil", avaliou.

"O futebol da seleção do Tite desde 2018 é uma enganação, estou muito desanimado, essa seleção corre o risco de sair antes das quartas de final [da Copa], basta pegar um europeu um pouquinho mais forte", acrescentou RMP.

Não perca! O próximo Fim de Papo da seleção será na próxima terça-feira (1) após a partida contra o Paraguai.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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