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Saldanha: Verdão pode endurecer venda de Giovani, mas desejo do atleta pesa

Do UOL, em São Paulo

28/01/2022 19h16

A conquista do título inédito da Copa São Paulo de Juniores valorizou ainda mais os jovens da base do Palmeiras. Além do sucesso de Endrick, de apenas 15 anos, o clube alviverde vê crescer o interesse sobre outro destaque da Copinha. Giovani está na mira do Ajax, mas o Verdão faz jogo duro com a equipe holandesa e já recusou duas ofertas pelo atacante.

Na Live Especial do UOL Esporte, os jornalistas Danilo Lavieri e Marinho Saldanha comentaram sobre a resistência do Palmeiras em vender uma de suas principais promessas. O Ajax promete oferecer em torno de R$ 100 milhões pelo jogador, de 18 anos.

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"Há várias possibilidades que tornam essa negociação do Giovani muito peculiar. Se pensarmos nos R$ 100 milhões, o Inter acabou de negociar o Yuri Alberto, que é um jogador mais afirmado, por R$ 123 milhões. E o Inter não ficou com todo o dinheiro, mas conseguiu manter 10% dos direitos econômicos do jogador. Mas a situação do Palmeiras é diferente da do Inter. O Palmeiras não precisa desse dinheiro. Dá para tentar segurar", opinou Saldanha.

Lavieri destacou que o Palmeiras não se mostrou disposto a aceitar o valor oferecido pelo Ajax, mesmo sendo uma cifra elevada. "É uma proposta e tanto. Qual clube não venderia hoje um jogador por R$ 100 milhões? Ainda mais um atleta que está longe de ser uma realidade. Por melhor que tenha ido na Copinha, sabemos a diferença entre jogar nas categorias de base e ir para o profissional. Ainda assim, o Palmeiras promete fazer muito jogo duro. A Leila Pereira [presidente do clube] já disse a aliados que vai querer o valor da multa, que é de 60 milhões de euros [em torno de R$ 361 milhões]", disse o colunista do UOL.

Saldanha citou um fator que pode fazer a diferença e fazer a negociação destravar: a vontade do atleta, ainda mais pela boa fama da equipe holandesa no trabalho com jovens. "Não acredito que chegará ao valor da multa rescisória. Os clubes utilizam até como padrão os 60 milhões de euros como um número chave, mas o jogador é negociado por menos. É raro bater no valor total. Há outra particularidade. O Ajax é um clube que trabalha muito bem com jovens, e isso pode pesar", comentou.

Lavieri enfatizou que o Palmeiras deve avaliar os riscos de um possível acerto com o Ajax, mas a boa situação financeira do clube lhe permite certo fôlego para recusar ofertas a seus atletas. "Particularmente, não acredito que o negócio chegará no valor da multa. Há uma questão também. O Palmeiras é um time muito forte financeiramente, pode recusar as propostas, mas tem sempre a vontade do jogador. O Giovani é promissor, mas nem sempre os jovens da base vão para o profissional e conseguem repetir esse desempenho", analisou.

Mesmo com o jogo duro, o Palmeiras já deve se preparar para lidar com o assédio cada vez maior aos seus destaques da base, como ressaltou Saldanha. "Quando o jogador é sondado pelo Ajax, com essa idade do Giovani, é difícil não entrar na cabeça dele que o Ajax é uma baita porta de entrada para a Europa. O garoto pode até querer ir, mas o Palmeiras está na dele, querendo subir um pouco mais o dinheiro. Se os dois clubes caminharem nessa negociação, vai se tornar inevitável daqui a pouco", concluiu o repórter do UOL.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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