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OPINIÃO

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Antonio Tabet conta como a paixão pelo Flamengo virou elo após morte do pai

Do UOL, em São Paulo

22/01/2022 04h00

Antonio Tabet não esconde a sua paixão pelo futebol. Sentimento que vem desde a infância, quando via o pai assistindo aos jogos do Flamengo pela TV, e que o ator e humorista levou para a vida, até como uma forma de se manter conectado com o pai após a perda precoce de sua maior influência rubro-negra, quando tinha apenas 15 anos.

Em entrevista a Mauro Cezar Pereira no programa Dividida, do Canal UOL, Antonio Tabet relembra a forma como começou sua ligação com o Flamengo e a saga para ir ao Maracanã torcer e depois a passagem pelo jornalismo esportivo justamente devido ao gosto pelo futebol.

"Tenho uma relação com o futebol que começou pequeno. Eu lembro quando virei Flamengo. Eu lembro que eu via meu pai assistindo aos jogos do Flamengo na televisão da sala e eu não entendia, eu era muito criança, só via uns caras correndo de meião, achava estranha aquela roupa, os caras de meião correndo e eu sempre via meu pai vendo aqueles caras na TV. Uma vez, eu abri o armário do meu pai e vi a camisa 10 do Flamengo no armário dele dobrada e eu falei 'caramba, camisa igual à que meu pai vê'. Daquele dia em diante eu virei Flamengo", conta.

"Pedi para o meu pai para ir aos jogos, comecei a acompanhar, ia sempre ao Maracanã com o meu pai. O meu pai morreu quando eu era muito jovem, tinha 15 anos, e seguir indo ao Maracanã virou uma espécie de rito para eu continuar de certa maneira próximo do meu pai. Comecei a ir sozinho, e ficava na Raça Rubro-Negra, pegava ônibus 432, 435, em Botafogo, onde eu morava, ia para o Maracanã, ia constantemente aos jogos, virou uma época em que eu ia muito, virou o doentinho mesmo do Flamengo, eu ia a todos os jogos", completa.

Também pela ligação que criou com o futebol, Tabet entendeu que deveria trabalhar no jornalismo esportivo. Para isso passou um trote para o histórico locutor de rádio carioca José Carlos Araújo, o Garotinho, e conseguiu o primeiro emprego na área.

"Chegou um momento da minha vida em que eu falei assim, 'eu acho que eu quero ser jornalista esportivo'. Tanto é que quando eu fiz faculdade de comunicação, o primeiro estágio que eu busquei foi no jornalismo esportivo, ligando para a Rádio Globo, consegui o contato do José Carlos Araújo, passei um trote para ele e a partir do trote consegui um estágio na Rádio Globo, e aí comecei a estagiar no jornalismo esportivo da Rádio Globo', diz Tabet.

"Depois desse período, também peguei um bode de futebol danado. Saí da Rádio Globo e não queria mais saber de futebol, mas a relação com o Flamengo continuou. Eu sou torcedor e nunca imaginei que anos depois, já pai de dois filhos, eu fosse ser convidado para ter algum cargo na diretoria do Flamengo. Era algo que eu imaginava. 'Nossa, imagina se eu fosse diretor do Flamengo o que eu faria, o que eu teria feito se, quem eu contrataria'. Um dia, isso bateu na minha porta e foi assim que eu acabei no Flamengo", conclui.

O Dividida vai ao ar às sextas-feiras, às 10h, sempre com transmissão em vídeo pela home do UOL e no canal do UOL Esporte no YouTube. Você também pode ouvir o Dividida no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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