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Copinha: Questionado por falta de camisa 24, Flamengo cita Gabigol e ações

Gabigol usou a camisa 24 na final da Taça Guanabara 2020 - Marcelo Cortes / Flamengo
Gabigol usou a camisa 24 na final da Taça Guanabara 2020 Imagem: Marcelo Cortes / Flamengo

Alexandre Araújo e Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

18/01/2022 04h00

Corre no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) uma notícia de infração contra o Flamengo por não ter usado a camisa 24 na numeração dos jogadores inscritos na Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Grupo Arco-Íris quer que o Rubro-Negro seja responsabilizado por "ato discriminatório". O clube cumpriu o prazo estipulado pela procuradoria e enviou sua manifestação ao tribunal.

O clube alega, de partida, que não descumpriu regulamento da Copinha. Diante disso, afirma que a demanda do Arco-Íris não é de competência da Justiça Desportiva e pede que o caso seja encerrado sem que haja julgamento.

De qualquer forma, o Fla não para sua argumentação por aí. Na visão do clube, o grupo não tem o chamado "interesse de agir", que é o interesse da parte quando faz uma demanda judicial. Com essa premissa, se a decisão não vai afetar o autor da demanda, não há motivo para fazê-la.

O jurídico rubro-negro afirma que o Flamengo "é uma entidade comprometida com a causa da igualdade e repudia qualquer forma de intolerância".

O Fla lembrou que também não usou na Copinha o número 12 — "aposentado" em homenagem à torcida —, e indicou que a identificação nas camisas foram definidas pelos jogadores, ao ressaltar que "em estrito cumprimento do regulamento da competição, inscreveu seus atletas com a numeração individualmente escolhida". O clube cita que tem promovido ações contra o preconceito, como o fato de Gabigol ter usado a camisa 24 na final da Taça Guanabara de 2020.

O rubro-negro ainda pontuou que a camisa 24 é usada normalmente na Libertadores e voltou a 2019 para citar que o número estava nas costas de Pablo Marí na campanha do título continental.

O clube ainda lembrou que lançou camisas em defesa à diversidade, que faz referência à causa LGBTQIA+, entre outras manifestações que envolveram o departamento de marketing e postagens nas redes sociais.

O procurador-geral do TJD-SP, Wilson Marquetti, já delegou um procurador para avaliar a alegação inicial do Grupo Arco-Íris e a fundamentação do Flamengo. Com a distribuição do caso no órgão, caberá a esse procurador avaliar se houve ou não infração disciplinar. Em caso positivo, o Fla será denunciado. Se ele entender que não, o assunto morre sem que haja julgamento.

O Flamengo até já foi eliminado da Copinha ao cair na terceira fase frente ao Oeste. A atuação do time foi prejudicada porque o técnico e parte do time que começou a competição foi redirecionada para os preparativos visando ao início do Carioca 2022.