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Mauro: Grêmio deixa claro que a gestão clube e a do futebol são distintas

Do UOL, em São Paulo

06/12/2021 18h37

Classificação e Jogos

O torcedor do Grêmio se acostumou a ver o time disputando títulos nos últimos anos, conquistando a taça e chegando a outras duas semifinais de Libertadores, além de decidir a Copa do Brasil sob o comando do técnico Renato Gaúcho, mas a temporada atual teve a saída do treinador e uma instabilidade que levou a outras duas trocas de técnicos, eliminações e campanha no Brasileirão que praticamente levou o clube à Série B faltando uma rodada.

No podcast Posse de Bola #184, Mauro Cezar Pereira afirma que o caso do Grêmio reforça que não basta ao clube ter uma boa gestão financeira, é preciso também saber gerir o futebol, o que deixou a desejar no caso do tricolor gaúcho na temporada atual, com decisões que vão desde a permanência de Renato Portaluppi para a montagem do elenco, até as trocas na direção de futebol e no comando técnico, com treinadores de perfis distintos.

"O Grêmio nos dois últimos anos conseguiu até chegar em semifinal e final de torneios de mata-mata ainda com resquício de seus melhores momentos de 2017 e até 2018, que o time ainda praticava um bom futebol, por muito pouco não foi a uma final de Libertadores, foi eliminado dramaticamente pelo River Plate. Mas foi surrado pelo Flamengo, surrado pelo Santos, o Palmeiras não tomou conhecimento na Copa do Brasil, ali ficou muito claro, isso já foi em 2021, mas temporada 2020, que o ciclo havia terminado", diz Mauro.

"O que fez o Grêmio? Insistiu no Renato, ele participou da formação do elenco, escolheu os jogadores, pediu atletas e aí foi eliminado pelo Independiente Del Valle na fase inicial da Libertadores. Aí ele sai do Grêmio, precisou ser eliminado da Libertadores. Vem o Tiago Nunes, pega o elenco que foi montado pelo Renato, já no meio da temporada, uma temporada maluca porque o ano passado invadiu esse ano, e tudo deu errado, porque a gestão do futebol é péssima, com troca de dirigentes", completa.

Mauro cita que a declaração dada por Denis Abrahão, vice de futebol do Grêmio, de que a torcida do Corinthians iria preferir a vitória gremista na Neo Química Arena dá a medida de que Romildo Bolzan errou nas escolhas para o departamento do clube.

"Dirigentes que falam coisa do tipo 'a torcida do Corinthians vai torcer para o Grêmio', pelo amor de Deus. Você percebe o nível da coisa, as pessoas não têm qualificação para comandar o futebol. Então o presidente Romildo Bolzan e todos aqueles que ele colocou ali abaixo dele à frente do futebol são os grandes vilões aí, como também ficam as digitais do Renato, que participou no início desse processo", afirma o jornalista.

"Não é só o Renato, porque o Renato foi embora e eles não foram capazes de consertar o negócio, o Renato participa no começo do problema, então eu acho que o rebaixamento do Grêmio tem o envolvimento do Tiago Nunes, do Felipão, do Renato, do Vagner Mancini, de todos os cartolas, do presidente do clube, mas a gestão do clube lá nas finanças, na administração está tudo ok, ou seja, são coisas distintas e não é uma exclusividade do Grêmio, isso acontece com outros clubes", completa.

Mauro acredita que o fato de ter uma organização melhor das finanças deve ajudar o Grêmio para retornar à primeira divisão sem passar pelas dificuldades vividas este ano por Vasco e Cruzeiro, que permaneceram na Série B.

"Eu imagino que o Grêmio, se tiver o mínimo de competência, como é um clube estável na parte financeira, na gestão do clube, ele tenha condições de subir rapidamente, porque ele não tem os problemas que o Vasco tem e o Cruzeiro tem. Ele vai ter que parar, respirar fundo, dar uma oxigenada nesse elenco, abrir mão de jogadores caros, porque na segunda divisão a receita vai cair, mas o Grêmio tem uma condição de fazer algo organizado, sério para voltar à primeira divisão sem sustos", conclui.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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