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Carille revela inspiração no Palmeiras para Santos bater o Flamengo

Fábio Carille, em coletiva após vitória do Santos sobre o Flamengo, no Maracanã - Reprodução
Fábio Carille, em coletiva após vitória do Santos sobre o Flamengo, no Maracanã Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/12/2021 23h13

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Com Madson na direita e o atacante Lucas Braga ajudando muito na esquerda, o Santos utilizou uma linha de cinco na defesa para vencer o Flamengo por 1 a 0 na noite de hoje (6). Após a vitória no Maracanã, pela 37ª rodada do Brasileirão, o técnico Carille contou que a atuação do Palmeiras, que venceu o Rubro-Negro por 2 a 1 na final da Libertadores, serviu de inspiração para montar sua equipe.

"Vocês vão me conhecendo aos poucos e não tenho vaidade nenhuma para falar o que eu penso. Analisei muito a final da Libertadores e foi muito parecido, claro que com características diferentes dos jogadores do Palmeiras. O 5-4-1 que o Palmeiras fez muito bem nós trouxemos para os treinos, tendo velocidade pelos lados com Marinho e Marcos Guilherme. Um centroavante de movimentação, que é o Marcos Guilherme, dois volantes bem posicionados, Zanocelo e Camacho. O 5-4-1 funcionou muito bem sem bola e o 3-4-3 quando procuramos atacar, com o Marquinhos dando profundidade pela esquerda, Marinho pela direita, além de Madson e Braga chegando. Tivemos uma sustentação muito boa atrás sabendo da qualidade e da velocidade do ataque do Flamengo", destacou.

O treinador tem contrato até o final da próxima temporada e reforçou o desejo de seguir trabalhando na Baixada santista.

A intenção existe e, para ser sincero, ainda não pensei em 2022 depois de uma vitória dessa, que nos coloca na Sul-Americana com chance de Libertadores. Completo três meses de trabalho dia 9, de entendimento e atenção aos detalhes. Quero agradecer demais a diretoria, o presidente e os jogadores, que compraram ideias que seriam necessárias para esse momento conturbado. Curtir essa vitória, chegar aos 49 pontos e, quem sabe, beliscar uma pré-Libertadores. Amanhã, com cabeça fria, começamos a pensar no futuro", contou.

"Já falei várias vezes de querer continuar. Meu contrato não tem multa para sair ou para o Santos me mandar embora e sabemos que terá uma conversa agora. Aceitei sabendo dos riscos, mas a vontade existe. Já tem algumas conversas. Sei que tanto presidente quanto o Edu Dracena já entraram em contato com meu empresário. Estou muito feliz aqui e a intenção de continuar é grande", concluiu.

Confira os outros trechos da coletiva de Carille

Time mais leve em campo

Em relação aos resultados, quando a gente fez 45 pontos, na vitória contra o Fortaleza, já sentiu o ambiente mais leve, o drible, o passe diferente acontecendo mais naturalmente. Isso foi prova no jogo contra Inter e hoje outra vez. Tivemos chances para fazer gol, assim como o Flamengo no primeiro tempo. Entendemos a nossa necessidade e a característica e isso foi elevando a moral dos nossos jogadores. Então, o resultado ajudou muito. Se eu continuasse falando, feito tudo que fiz, e o resultado não viesse, essa confiança não iria chegar. Sei como é trabalhar em time grande, com pressão, jovens, imprensa, torcida, redes sociais... Estou muito orgulhoso desse trabalho até agora

Opção por Marcos Leonardo e escolha do 9 no próximo jogo

Não vamos falar de jogador que não está trabalhando comigo, não tive oportunidade de ver a base [sobre o Rwan, do sub-20]. Tardelli ainda não trabalhou, vamos ver como ele se apresenta agora. O Raniel vem treinando bem e o Baptistão ficou fora mais de 40 dias. Então ainda não decide. Sei o talento que o Pirani tem e vou trazer ele nos momentos decisivos para que ele cresça também. Ele sentiu contra o Corinthians e, diante do Flamengo, tenho essa preocupação sim.

Entendimento do elenco

Quando a gente chega em um clube, pela minha experiência como atleta, temos que fazer alguma coisa. O time não fazia tantos gols e tomava muitos. Com poucos treinamentos, alguma coisa era preciso fazer. Fazer o jogador participar sem bola seria importante e, sem tomar gol, estaríamos mais perto da vitória, com a qualidade de nossos atacantes e meias. Era muito desequilibrado para uma equipe que busca o equilíbrio. Fomos ajeitando. Já falei muito dos três zagueiros, é a primeira vez que uso na minha carreira como técnico, que vai fazer cinco anos, e não tinha isso como ideia. A gente detectou que era o melhor. Não é preferência, mas não tenho nada contra. A gente precisava jogar por resultados, não dava para jogar bonito. A resposta com os jovens foi muito boa e nos ajudou a sair da zona de baixo.

Dificuldades diante do Flamengo

1 a 0 está bom. Para quê dois, três em um jogo desses? Está bom um! É a questão da diferença de um jogo para outro. O Ângelo joga para 60 mil pessoas como se estivesse no quintal da casa dele. O Marcos Leonardo e o Kaiky também, mas temos que ter mais paciência com outros. Vamos ganhando experiência nesses momentos. Isso mostra maturidade, experiência. Quem ganha com isso é o técnico, o clube e a torcida. Para conhecer a personalidade de cada um vai tempo. Não chegar é ver. Então, o trabalho de técnico é importante demais para saber onde atacar e onde ser mais pai. São meninos muito qualificados, uma safra maravilhosa que o Santos tem e precisamos dar muito carinho e atenção.

Zanocelo em alta

Fiquei um ano e sete meses na Arábia, não tinha tanto conhecimento do Zanocelo e tive boas informações da Ponte Preta e da Ferroviária. O dia a dia mostrou um jogador inteligente, que quer crescer, está sempre perguntando e debate questão técnicas que me faz ver algumas coisas que não estou vendo. É um jovem que sabe o que quer. Cabeça erguida e ainda pode melhorar muito, chegar mais na área. Também nos ajudou muito a parar de tomar gol de bola aérea, que define campeonato. Estou muito feliz e interessado no potencial dele para crescer, que é muito grande.

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