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Adeus de Jaílson faz de Dudu único elo com início de projeto do Palmeiras

Diego Iwata Lima

Do UOL, em São Paulo

05/12/2021 04h00

A não renovação do contrato do goleiro Jaílson pelo Palmeiras deixa Dudu como único remanescente dos primórdios do projeto vencedor do clube, iniciado em 2015.

Junto com Fernando Prass, Tobio, Cristaldo, Allione, João Pedro, Pablo Mouche e Valdivia, o goleiro desligado ontem do clube foi um dos atletas que permaneceu no elenco após o choque de gestão dado por Paulo Nobre na virada de ano em decorrência do vexame de 2014, quando o clube quase foi rebaixado no ano de seu centenário.

Em 2015, o diretor Alexandre Mattos chegou à Academia de Futebol e, com ele, um elenco praticamente 100% novo, somado a Jaílson e ao hepteto já citado. Curiosamente, o primeiro grande nome anunciado por Mattos foi justamente Dudu.

Ao contrário do hoje camisa 43, porém, que passou uma temporada emprestado ao Al Duhail (CAT), entre 2020 e 2021, Jaílson nunca deixou o clube desde sua apresentação, em setembro de 2014.

Continuidade é maior fora do campo

Por mais que estejam rompidos com o ex-presidente, Leila Pereira e Maurício Galiotte são herdeiros do projeto político de Paulo Nobre.

Foi Nobre quem lançou Galiotte à sua sucessão, bem como quem fechou o primeiro contrato de patrocínio da Crefisa com o clube.

De modo que é correto dizer que o último presidente do Palmeiras totalmente desalinhado com o atual ciclo virtuoso foi Arnaldo Tirone, que administrou o clube no biênio 2010-11.

Na comissão técnica também há muito remanescentes de 2015, como boa parte da equipe de comunicação e do departamento de análise, além de profissionais do administrativo, da rouparia e da fisioterapia.