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Ceni falha em mexidas para encaixar Benítez, e SPFC é dominado pelo Grêmio

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

03/12/2021 04h00

Classificação e Jogos

Na tentativa de permitir que Martín Benítez fosse titular na partida contra o Grêmio, Rogério Ceni decidiu mexer no esquema tático que resultou em três boas atuações recentes do São Paulo, nas vitórias sobre Palmeiras e Sport e no empate com o Athletico. Em vez do 4-4-2, o treinador optou por um esquema com três zagueiros, levando Gabriel Sara para a ala direita e com o meia argentino posicionado atrás dos atacantes Jonathan Calleri e Emiliano Rigoni.

A tentativa durou apenas 45 minutos. O que se viu em campo foi um São Paulo pouco combativo e com dificuldades para criar jogadas de ataque. Foi apenas um chute a gol na primeira etapa, justamente um chute para fora de Martín Benítez. Do outro lado, o Grêmio aproveitava a fraca marcação no meio de campo para incomodar o rival - foram quatro finalizações, com um gol marcado por Thiago Santos, um dos destaques da partida.

"Eu tentei montar um esquema para colocar o Benítez para jogar, tentei formar um esquema que beneficiasse ele, com Sara e Welington. Inclusive trocando Reinaldo pelo Welington, que é um jogador mais jovem, de mais força para descer pelos lados. Coloquei Rigoni e Calleri próximos a ele, para que ele pudesse ter trocas de passe, e dois volantes para protegê-lo, para que ele ficasse um pouco mais solto no meio de campo para jogar, com a incumbência só de marcar o Thiago que era o primeiro volante", explicou Ceni, em entrevista coletiva depois da derrota por 3 a 0.

Longe de ser o único jogador mal na partida, Benítez não conseguiu mostrar que poderia ser titular. O meia argentino perdeu a bola 11 vezes no primeiro tempo, atrás apenas de Rafinha no quesito. Com ela no pé, pouco conseguiu produzir: foram sete passes errados dos 15 que tentou. Entre os bem-sucedidos, nenhum serviu para criar uma jogada perigosa para o São Paulo.

A mudança que era para encaixar Benítez acabou prejudicando Gabriel Sara. Um dos destaques do time jogo, o meia foi colocado na função de marcador de Ferreirinha no primeiro tempo. No ataque, ele pouco conseguiu produzir sem a liberdade de iniciar as jogadas e partir para dentro da área, algo que fez muito no empate contra o Athletico e na vitória sobre o Palmeiras.

No segundo tempo, Ceni decidiu voltar com a formação que vinha se destacando nos últimos jogos. O São Paulo voltou a jogar com duas linhas de quatro com a saída de Benítez. Neste esquema, Gabriel Sara voltou ao meio, mas parecia sentir o cansaço resultado da função que exerceu no primeiro tempo e pouco conseguiu produzir ofensivamente. A equipe tricolor terminou a partida com apenas cinco finalizações no gol de Gabriel Chapecó, o pior desempenho do ataque no Brasileirão, igualando o que fez na derrota para o Atlético-MG no primeiro turno.

"Nós voltamos para o 4-4-2 no segundo tempo e o segundo tempo foi pior que o primeiro tempo. Então às vezes o sistema é importante, claro, mas mais importante do que o sistema é a atitude, é a personalidade, o poder de reação. Hoje, posso garantir para você: pode ser um 3-5-2, um 4-4-2, um 4-5-1, como quisesse. Da maneira como nós nos comportamos dentro de campo, o sistema fica secundário perto do que a gente produziu", analisou Ceni.

O São Paulo volta aos treinos na tarde de hoje (3), de olho na partida contra o Juventude, marcada para a próxima segunda-feira (6). Dependendo dos resultados de Bahia e Grêmio no fim de semana, a equipe de Rogério Ceni pode chegar para o seu compromisso já livre do rebaixamento.

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