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Hulk luta para conquistar título que faltou para Ronaldo, Ronaldinho e Kaká

Hulk comemora gol do Atlético-MG na partida contra o Fluminense pelo Brasileirão - Fernando Moreno/AGIF
Hulk comemora gol do Atlético-MG na partida contra o Fluminense pelo Brasileirão Imagem: Fernando Moreno/AGIF

Victor Martins

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte (MG)

02/12/2021 04h00

Classificação e Jogos

Chegou o dia: o Atlético-MG será campeão brasileiro hoje caso vença o Bahia em partida disputada na Fonte Nova, em Salvador, às 18h (de Brasília). Se conquistar o 25º triunfo na competição, o Galo confirma o título de forma antecipada. Quase nove meses atrás, vencer o Brasileirão foi o assunto na coletiva de apresentação de Hulk.

Foi na Cidade do Galo, no dia 5 de fevereiro, que o atacante falou pela primeira vez sobre a vontade de tirar o Atlético da fila que dura quase 50 anos. "Onde eu passei, eu consegui ser campeão, aqui não vai ser diferente. Eu sei que faz alguns anos, algumas décadas mesmo, que o Atlético não é campeão brasileiro. E eu tenho vontade de realizar o desejo de todos, pode ter certeza que eu vou buscar isso junto com meus companheiros", disse Hulk na primeira entrevista como jogador alvinegro.

Foram 16 temporadas fora do Brasil até o acerto com o Atlético. Hulk fez o mesmo caminho de grandes ídolos do futebol nacional. Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Kaká são alguns exemplos. Craques que conquistaram quase tudo na carreira, menos o título do Campeonato Brasileiro. O que Hulk pode conseguir hoje à noite, em Salvador.

É claro que o camisa 7 do Atlético não atingiu o mesmo patamar dos jogadores citados acima. Ronaldo, Ronaldinho e Kaká vestiram as camisas de grandes clubes europeus, marcaram época na seleção brasileira e juntos têm seis prêmios de melhor jogador do mundo. Mas os quatro têm algo em comum: na reta final da carreira, todos eles voltaram para o Brasil em busca de títulos que não tinham.

Ronaldo Fenômeno voltou ao Brasil para defender o Corinthians. Depois de vencer a Copa do Brasil de 2009, em 2010 o Timão entrou na última rodada do Brasileiro brigando pelo título. Mas o troféu ficou com o Fluminense. No fim, Ronaldo não ficou nem com o vice-campeonato, já que o Corinthians tropeçou no Goiás e viu a segunda colocação ir para o Cruzeiro.

Ronaldinho Gaúcho brigou pelo título do Brasileirão duas vezes, por Flamengo e Atlético-MG. Pelo Rubro-Negro um ótimo primeiro turno em 2011, mas uma reta final ruim tirou o clube carioca da briga pela taça, que ficou com o Corinthians. Pelo Galo foi algo muito parecido. Um bom começo de campeonato e um segundo turno irregular. Com a camisa alvinegra, Ronaldinho foi vice-campeão em 2012 e venceu a Libertadores do ano seguinte.

Em 2014 foi a vez de Kaká ficar no quase. Ele voltou ao São Paulo e foi vice-campeão nacional. Para o azar dele e do Tricolor, o Cruzeiro daquele ano era ainda melhor do que o time que havia vencido o Brasileirão em 2013.

Já Hulk está numa situação muito mais confortável. O Atlético precisa de dois pontos em três rodadas. Com o título muito próximo, o atacante trata a conquista como a mais especial da carreira. "Sempre falo. Venho sonhando demais. São quase 17 anos de profissional. Quase 20 títulos. Mas ganhar o Brasileiro vai ser o mais especial para mim e para o clube. São cinco décadas sem ganhar. É gratificante demais. Chega a arrepiar na hora do gol".

FICHA TÉCNICA

BAHIA X ATLÉTICO-MG

Motivo: 32ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Fonte Nova, em Salvaodr (BA)
Data e horário: 2 de dezembro de 2021, às 18h (de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho (SP) e Alex Ang (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo (SP)

BAHIA: Danilo Fernandes, Nino, Conti, Gustavo Henrique e Matheus Bahia; Patrick de Lucca, Mugni e Rodriguinho; Rossi (Ronaldo), Raí e Gilberto. Técnico: Guto Ferreira.

ATLÉTICO-MG: Everson, Mariano, Junior Alonso, Nathan Silva e Guilherme Arana; Tchê Tchê, Zaracho e Nacho Fernández; Keno, Vargas e Hulk. Técnico: Cuca.

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