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Rubro-negro que foi baleado segue no Uruguai após problema com documento

Organizada "Raça Rubro-Negra" identificou torcedor como integrante Douglas Hassel. Torcida fez "vaquinha online" - Reprodução / Twitter da RRN
Organizada "Raça Rubro-Negra" identificou torcedor como integrante Douglas Hassel. Torcida fez "vaquinha online" Imagem: Reprodução / Twitter da RRN

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

01/12/2021 20h00

Douglas Hassel, torcedor do Flamengo que foi baleado no Uruguai horas após a final da Libertadores, realizada no último sábado (27), enfrenta problemas para retornar ao Brasil. Segundo nota da companhia aérea GOL, o contratempo se deu "devido à ausência de preenchimento do MEDIF, sigla em inglês para Medical Information Form".

Segundo explica a empresa, "o MEDIF é o documento que comprova a condição de quem precisa de atenção médica ou equipamentos especiais durante o voo". Ainda em nota, a GOL afirma que "durante as tratativas, toda a assistência e orientação foi passada ao passageiro. Em caráter de cortesia, pode oferecer novo voo mediante preenchimento do MEDIF e disponibilidade extra de assentos nos próximos dias".

Douglas levou um tiro após a partida contra o Palmeiras, em Montevidéu, e teve de ser internado. Segundo o repórter Miguel Chagas, do "Montevideo Portal", Hassel sofreu uma lesão da espinha tibial do joelho esquerdo, o que afetou o ligamento cruzado anterior. Os tiros teriam sido efetuados por um motoqueiro que vestia roupas escuras.

A "Raça Rubro-Negra", uma das organizadas do Flamengo, realizou uma campanha para arrecadar fundos para comprar a passagem de volta de Douglas, alegando que o seguro do torcedor não cobria. O meia Arrascaeta contribuiu e, na última segunda-feira, chegou a gravar um vídeo dizendo que o rubro-negro "amanhã já está retornando ao Brasil".

Veja nota da GOL na íntegra:

"A GOL informa que o embarque de Douglas Hassel de Salles, no voo G3 9465, entre Montevidéu (MVD) e o Galeão (GIG), operado nesta quarta-feira (1/12), foi negado devido à ausência de preenchimento do MEDIF, sigla em inglês para Medical Information Form.

O MEDIF é o documento que comprova a condição de quem precisa de atenção médica ou equipamentos especiais durante o voo. O formulário deve ser preenchido pelo médico do passageiro e enviado à GOL entre 15 dias e 72 horas antes do embarque, o que não foi feito neste caso. Após análise criteriosa do formulário, nossa equipe emite um parecer que certifica a aptidão ou não do passageiro em fazer a viagem aérea. Se existir alguma dúvida em relação ao preenchimento do MEDIF, ou a necessidade de exames adicionais, eles poderão ser solicitados sem ônus para a GOL.

Ao se apresentar no check-in, o passageiro foi informado que para o embarque seria necessário o preenchimento do MEDIF e que a resposta padrão para estes casos ocorre em até 48 horas. Esta prática é praxe entre todas as companhias aéreas e está amparada nos regulamentos nacionais e internacionais para embarque de pessoas em estado de saúde crítico.

No momento do check-in, além da ausência do MEDIF, foi detectada a necessidade do passageiro de se manter imóvel e que, por isso, não seria seguro para ele seguir no voo, já que a Companhia não seria capaz de garantir as condições necessárias. O preenchimento do MEDIF é necessário também para solicitação das necessidades médicas específicas para casos de passageiros enfermos. A partir daí, a Companhia pode informar o passageiro sobre eventuais taxas e serviços que podem ser adquiridos para o transporte.

Durante as tratativas, toda a assistência e orientação foi passada ao passageiro. Em caráter de cortesia, a GOL pode oferecer novo voo mediante preenchimento do MEDIF e disponibilidade extra de assentos nos próximos dias. Todas as informações sobre o serviço podem ser encontradas no site da Companhia www.voegol.com.br/informacoes/assistencia-especial/atestados-medicos-e-outros-formularios".

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