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Flamengo vai buscar estrangeiro e separa bolada por técnico de ponta

André Villas-Boas, ex-técnico do Chelsea e do Olympique, é um dos nomes mais especulados pelos flamenguistas - NICOLAS TUCAT / AFP
André Villas-Boas, ex-técnico do Chelsea e do Olympique, é um dos nomes mais especulados pelos flamenguistas Imagem: NICOLAS TUCAT / AFP

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

30/11/2021 04h00

Classificação e Jogos

Superada a demissão de Renato Gaúcho, o Flamengo começa a se mobilizar pela sucessão e já sabe que terá de abrir os cofres para satisfazer o desejo de ter um profissional considerado de primeira linha no comando.

Nas primeiras conversas entre a cúpula de futebol, foi praticamente consenso de que esse nome não está no Brasil e que o clube terá de desembolsar ao menos R$ 30 milhões por ano para essa reposição. Esse valor se refere apenas ao comandante, não entrando na conta custos com comissão técnica e eventuais premiações estipuladas. Apesar do alto valor, o Flamengo está totalmente decidido a fazer esse investimento.

Os nomes que circulam na Gávea são os dos portugueses André Villas Boas e Carlos Carvalhal e do argentino Marcelo Gallardo. Por razões óbvias, Jorge Jesus é uma alternativa à mesa e que jamais será descartada.

Jesus teve uma inesquecível passagem pelo clube, tendo sido campeão da Libertadores e Brasileiro. Já Carlos Carvalhal não é a primeira vez que entra no radar do rubro-negro. Ele foi um dos nomes analisados pela diretoria na época em que buscaram um substituto para Jesus — Domènec Torrent foi o contratado na ocasião.

No próximo sábado (4), o clube passa por um processo eleitoral e dificilmente algo será solucionado até lá. Como o presidente Rodolfo Landim é favoritíssimo à reeleição, a tendência é que os homens do futebol mantenham os contatos abertos nesses dias, embora ainda não haja nenhuma negociação em curso.

A saída de Renato Gaúcho foi oficializada ontem (29), através de um breve comunicado do clube nas redes sociais. O adeus aconteceu após a derrota para o Palmeiras na final da Libertadores, no sábado (27), e que se tornou o último capítulo da trajetória do treinador no rubro-negro.

Renato desembarcou na Gávea em julho para substituir Rogério Ceni, concretizando um "namoro" após alguns flertes anteriores. E viveu altos e baixos. Após um início animador, com goleadas em sequência, o rendimento caiu e a pressão foi aumentando a cada resultado negativo, principalmente na corrida para alcançar o Atlético-MG, líder do Campeonato Brasileiro.

A eliminação na semifinal da Copa do Brasil, com derrota para o Athletico-PR em casa, já dava indícios de uma relação desgastada. Dias depois, veio a derrota ainda mais dolorida para os rubro-negros. Quando o argentino Nestor Pitana apitou o fim do jogo, encerrou juntamente a passagem de Renato pelo Flamengo.

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