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SPFC tem seu pior ataque e compete até com ano histórico de Luís Fabiano

André e Miranda disputam lance em duelo entre São Paulo e Sport - MARLON COSTA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
André e Miranda disputam lance em duelo entre São Paulo e Sport Imagem: MARLON COSTA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Thiago Braga

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/11/2021 04h00

Depois da vitória improvável sobre o Palmeiras por 2 a 0 fora de casa, a torcida do São Paulo acreditava que o time havia encaminhado sua permanência na Série A do Campeonato Brasileiro deste ano. Até fez a sua parte e compareceu em bom número ao Morumbi, na última quarta-feira (24).

A frustração dos torcedores por mais um jogo em que o time não marcou reflete uma preocupação de longa data. Com um ataque anêmico, agora ainda mais próximo da zona de rebaixamento, o Tricolor entra em campo neste sábado (27), contra o Sport, às 21h30, no Morumbi, novamente pressionado com a possibilidade de queda para a Série B em 2022.

Entre os maiores motivos, além da instabilidade que resultou na saída de Hernán Crespo e a chegada de Rogério Ceni, está a baixa produção ofensiva do time. Com 26 gols marcados e 34 jogos até aqui no Brasileirão — média de 0,76 gol por partida —, o São Paulo tem o segundo pior ataque desta edição do torneio. Este também é o pior ataque do clube em toda a história do Brasileiro. Antes deste, a pior campanha ofensiva da equipe em um torneio havia sido em 1988, quando teve média de 0,91.

A título de comparação, no Brasileiro de 2003, Luis Fabiano balançou as redes adversárias em 23 oportunidades. Na época o torneio ainda contava com 24 times, elevando os jogos para 46 partidas por clube, contra as 38 rodadas atuais. Mesmo assim, o Fabuloso atuou em 40 partidas, média de 0,6 gol por jogo. Ou seja, a cada duas vezes que entrava em campo, Luis Fabiano anotava um gol. O centroavante foi responsável por 29% dos gols da equipe naquele Brasileiro.

Antes do início do Brasileiro-2021, o São Paulo já havia identificado a necessidade de reforçar seu sistema ofensivo. Luciano, artilheiro do Brasileiro do ano passado com 18 gols, e Éder, as apostas da diretoria no ano para marcar gols, não rendiam o que podiam, enfrentando problemas físicos. Pablo, que é o artilheiro do time no ano, com 13 gols, não contava com apoio da torcida por falhar nos momentos decisivos da temporada. Assim, com a indicação de Crespo, o Tricolor foi buscar Emiliano Rigoni, que estava emprestado ao Elche, da Espanha.

A aposta deu certo de cara, e o atacante caiu nas graças da torcida com um início promissor. Mas, assim como o time, estagnou. Já na luta contra o rebaixamento, a direção do clube buscou encontrar o caminho do gol contratando Jonathan Calleri, ídolo da torcida e com histórico de artilheiro no clube.

Somados, Rigoni e Calleri foram responsáveis por sete gols no torneio. Rigoni é o são-paulino que mais balançou as redes, quatro vezes.

A falta de pontos e a proximidade com o Z4 fizeram a direção demitir Crespo e trazer de volta Rogério Ceni. Nem assim o ataque evoluiu — em nove partidas após Rogério estrear, o time marcou apenas seis gols, e somente em um jogo anotou duas vezes, contra o Palmeiras.

Para voltar a marcar gols, Ceni deve voltar a apostar na dupla de ataque formada por Calleri e Rigoni no jogo de hoje contra o Sport. Gabriel Sara e Marquinhos deverão ajudar a dupla argentina na tentativa de furar a defesa do Leão. Se perder no Morumbi, a equipe pernambucana, que ocupa a 19ª posição, ficará ainda mais próxima da queda para a segunda divisão.

"Eu acredito muito nos jogadores. Falo que façam o melhor na melhor condição que eles têm. Eles me entregaram o melhor hoje [quarta, diante do Athlético-PR]. Sufocamos. O gol é algo que não se controla. Mas o desempenho foi muito bom, jogamos melhor hoje do que contra o Palmeiras, mas contra o Palmeiras o resultado veio", elogiou Ceni.

A vitória do Bahia sobre o Grêmio por 3 a 1 na noite desta sexta-feira (26), foi ruim para São Paulo e Sport. O Tricolor agora está somente dois pontos à frente do Juventude, primeiro time da zona de rebaixamento. E o Sport ficou a sete pontos de sair da zona de descenso.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO X SPORT
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Hora: 21h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

São Paulo: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Miranda e Reinaldo; Rodrigo Nestor, Gabriel Sara, Igor Gomes e Marquinhos; Calleri e Rigoni.
Técnico: Rogério Ceni

Sport: Mailson; Ewerthon, Rafael Thyere, Sabino e Sander; Ronaldo Henrique, Hernanes, Everton Felipe, Gustavo Oliveira e Luciano Juba; Paulinho Moccelin (Mikael). Técnico: Gustavo Florentín

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