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Andrés Sanchez admite que último mandato foi o pior: 'Sem tesão'

Presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em 2018 - Daniel Vorley/AGIF
Presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em 2018 Imagem: Daniel Vorley/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/11/2021 11h08

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Ex-presidente do Corinthians em três ocasiões (duas consecutivas entre 2007 e 2011 e outro entre 2018 e 2021), Andrés Sanchez admitiu que seu terceiro mandato foi o pior. O dirigente corintiano avaliou que delegou muitas funções e que já não tinha o mesmo "tesão" como mandatário.

Andrés Sanchez defendeu que só voltou a ser presidente do Corinthians para resolver dois assuntos que ele considerava pendentes: os naming rights da Arena Neo Química e o acordo com a Caixa Econômica Federal para o pagamento do estádio. Para o dirigente, ele cumpriu os objetivos.

"O meu primeiro mandato no Corinthians foi muito melhor, claro. até porque eu não queria no segundo. Voltei sem tesão, voltei com o objetivo de dar um nome para o estádio e fazer o acordo com a Caixa e, na verdade, não me preocupei muito com as outras coisas. Deleguei muito", declarou em entrevista ao canal "Camisa 21", no YouTube

"No futebol, quanto menos você delegar, melhor. E o mundo mudou muito, o clube, os níveis de cobrança, exigência. Tenho certeza que meus primeiros mandatos foram muito melhores que o terceiro", avaliou o dirigente.

Contratação de Luan

O ex-mandatário corintiano ainda falou sobre uma das apostas mais altas que fez na última gestão: a contratação de Luan. Andrés disse que não se arrepende do negócio e citou outros jogadores que demoraram a engrenar no Corinthians, mas que, eventualmente, cresceram de produção e conquistaram a torcida.

"Eu não me arrependo de nada no futebol. Você acerta e você erra. Ninguém quer jogar mais que o jogador. [O Luan] treina bastante, está trabalhando, até o ano passado, quando eu tinha contato, era um dos mais dedicados. Tenho certeza que ainda é. É momento, é psicológico. São seres humanos. Não acertou. Pode ser que daqui três meses, dispare a jogar bem", disse.

"O Felipe, zagueiro, hoje é um dos melhores do Brasil, o Tite queria mandar embora, o Mano Menezes queria mandar embora, todo mundo. Ficou dois anos lá, malemal treinava. E virou o zagueiro que virou. O Romero ficou lá dois anos sem treinar e depois virou ídolo. Romero ídolo também é o fim, mas virou ídolo. Tem que ter paciência", finalizou.

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