PUBLICIDADE
Topo

Futebol

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

RMP: É inacreditável o VAR não chamar para dar cartão vermelho ao Reinaldo

Do UOL, em São Paulo

25/11/2021 13h04

Classificação e Jogos

O São Paulo ficou no empate sem gols com o Athletico-PR no Morumbi e a preocupação do torcedor em relação ao risco de rebaixamento no Brasileirão se mantém, mas um fator que chamou a atenção no jogo foi a entrada de Reinaldo em Renato Kayzer, que foi punida com cartão amarelo, mas o clube paranaense queria a expulsão do jogador são-paulino, considerando que seu atacante não conseguiu seguir em campo.

No UOL News Esporte, Renato Maurício Prado critica a decisão da arbitragem e considera inacreditável que o VAR não tenha chamado o árbitro para conferir novamente a jogada com a possibilidade de mudança na cor do cartão.

"Me parece inacreditável, com o VAR, esse lance não ter sido chamado para vermelho. Dentro de campo, dependendo do posicionamento do juiz, eu até entendo que o cara não percebeu a gravidade, mas tendo o VAR, era lance para o VAR imediatamente chamar e dizer 'vem cá ver na tela porque isso aí é vermelho'", diz Renato.

"Foi inacreditável a entrada do Reinaldo e criminosa porque não dá nem para dizer que ele estava disputando a bola, a bola já está fora da jogada e ele vai na canela do Kayzer. Para mim, vermelho sem discussão nenhuma", completa.

Alicia Klein afirma que fica difícil defender o VAR quando ele não serve para coibir uma situação como esta, de punição a uma jogada violenta, destacando que antes se intervir demais e agora estão deixando passar batido uma jogada como a de Reinaldo.

"É difícil você dizer que em um lance em que o jogador agredido precisa sair de campo e depois vai para o vestiário de muletas, que é um lance para cartão amarelo. Esse é um lance para cartão vermelho e com o VAR é um pouco indesculpável esse lance não ter sido chamado. E aí a gente fica tentando gostar do VAR e tentando defender, mas é difícil", diz Alicia.

"Eles foram da ponta extrema do intervencionismo absoluto, que atrapalhava demais o jogo, porque cada intervenção eram 5 minutos e a bola não rolava, para receber as instruções para intervir o mínimo possível. Agora, não intervir e impedir inclusive em um lance violento, em punir um lance violento, para que serve? Ou atrapalha o jogo ou deixa passar um lance como esse. Acho que isso precisa ser revisto, essa instrução de intervir o mínimo possível, especialmente em lances de violência", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Futebol