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Federação da Jordânia acusa goleira do Irã de ser do "sexo masculino"

 Zohreh Koudaei, goleira do Irã, é acusada pela Jordânia de ser do "sexo masculino" - Reprodução
Zohreh Koudaei, goleira do Irã, é acusada pela Jordânia de ser do "sexo masculino" Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL

16/11/2021 12h18

A Associação de Futebol da Jordânia acusou uma jogadora da seleção iraniana de ser do "sexo masculino" e exigiu que sejam feitos exames para comprovação do sexo biológico da atleta. O pedido foi feito à Confederação Asiática de Futebol (AFC) semanas após o jogo entre as duas equipes pela Copa da Ásia de futebol feminino, realizado em setembro.

A jogadora em questão é a goleira Zohreh Koudaei, de 32 anos, que deu a vitória à equipe após defender dois pênaltis na partida. O jogo terminou empatado por 0 a 0 no tempo normal, mas o Irã acabou vencendo por 4 a 2 nas penalidades.

Por meio de uma rede social, o príncipe Ali bin Al-Hussein, presidente da Federação da Jordânia, publicou uma carta exigindo a verificação do sexo biológico de Koudaei, dizendo que o Irã "possui um longo histórico no que diz respeito a questões de gênero e de dopagem" de suas atletas.

A resposta iraniana chegou logo depois da acusação. A treinadora da equipe, Maryam Irandoust, qualificou essa iniciativa como um "falso pretexto" da Jordânia para não aceitar a derrota, e também afirmou que não terá receio de entregar qualquer tipo de documentação.

"A equipe médica examinou cuidadosamente cada jogadora da seleção nacional em termos de hormônios para evitar problemas a esse respeito, então digo a todos os torcedores que não se preocupem", disse ela ao site Varzesh3.

Zohreh Koudaei revelou aos veículos de comunicação iranianos que vai processar a Federação da Jordânia: "Sou uma mulher. Eles estão fazendo bullying comigo".

Não é a primeira vez que o Irã é acusado de escalar atletas de sexo biológico masculino na seleção feminina. Em 2015, existiram suspeitas de que oito jogadoras da seleção feminina eram atletas que aguardavam uma cirurgia de readequação sexual, mas nada foi comprovado.

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