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Seleção Brasileira

Garantida na Copa, seleção quer subir o nível e vê camisa 9 como desafio

Matheus Cunha treinou como titular ontem (14) na vaga antes ocupada por Gabriel Jesus. Mudança contra a Argentina? - Lucas Figueiredo/CBF
Matheus Cunha treinou como titular ontem (14) na vaga antes ocupada por Gabriel Jesus. Mudança contra a Argentina? Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

15/11/2021 04h00

Classificação e Jogos

Classificada para a Copa do Mundo de 2022 com seis jogos de antecedência, a seleção brasileira inaugura no jogo de amanhã (16), às 20h30, contra a Argentina, um novo estágio na sua preparação para os desafios que estão por vir no Qatar. Longe da obrigação de somar pontos nas Eliminatórias, o time passa a procurar novas respostas e soluções para subir o nível de desempenho e ser suficientemente competitivo na busca pelo hexa.

Um dos desafios atuais de Tite e sua comissão é encontrar o centroavante que melhor se adapte ao sistema de jogo. Já foram feitos vários testes nos últimos meses e a tendência é que mais um aconteça no jogo em San Juan. Ontem (14), Matheus Cunha treinou entre os titulares no lugar de Gabriel Jesus. Pode ser o primeiro jogo desde o início do jogador do Atlético de Madri pela seleção.

Jesus foi escalado como camisa 9 nas duas últimas partidas, contra Uruguai e Colômbia. Não fez gol em ambas, mas na primeira ganhou elogios de Tite por ter finalizado na direção do gol suas três tentativas, que geraram chances reais. Já no desafio seguinte foram 65 minutos em campo como centroavante titular e só um chute certo. Este foi o 16º jogo seguido do camisa 9 sem marcar com a Amarelinha - o jejum se estende desde a final da Copa América, em julho de 2019.

Tite - Lucas Figueiredo/CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Tite durante treino da seleção brasileira na Academia de Futebol do Palmeiras, ontem (14)
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Segundo o modelo de jogo atual da seleção, a escalação parte de 4-2-4 facilmente adaptável para o 4-4-2 quando o time precisa defender ou 4-3-3, o que também depende muito da estratégia de jogo do adversário e contra a Colômbia chegou a ser um 3-2-5 com a mudança de função dos laterais. A base do sistema é quando se tem a posse de bola que Raphinha fique bem aberto do lado direito do ataque e Lucas Paquetá seja o apoio do lado esquerdo.

Na frente, Neymar tem mais liberdade e joga ao lado de um centroavante que tente infiltrações, passes em profundidade e ataque os espaços centrais. Durante o ciclo para a Copa do Mundo do Qatar essa função já foi, além de Jesus, de Roberto Firmino, Richarlison, do próprio Neymar e mais recentemente Gabigol, que fez três gols em 2021 e poderia ter sequência como titular não fosse o acordo da CBF com clubes do país para não desfalcar ninguém na reta final do Campeonato Brasileiro.

Por isso, a chance deve cair no colo de Matheus Cunha. Aos 22 anos, ele já entrou em três jogos da seleção nas Eliminatórias e acumulou 84 minutos em campo. A ideia de Tite é observá-lo por mais tempo e em condições mais rigorosas, como a que representa um Argentina x Brasil fora de casa. Isso não significa que Jesus tenha perdido espaço na seleção, porque sua versatilidade é elogiada internamente e ele vai continuar sendo chamado no ciclo da Copa.

Leia mais: como Matheus Cunha 'virou a chave' para se consolidar na seleção

É, sim, uma chance para outro jogador mostrar a razão de continuar no radar para o Mundial de 2022 dentro do conceito de Tite de passar do estágio das observações para o estágio do acréscimo de repertório ofensivo ao time. Faz parte disso a busca do camisa 9 ideal.

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