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'Fantástico': Abel exalta jogo de Scarpa e a torcida em virada do Palmeiras

Felipe Melo comemora gol da virada do Palmeiras contra o Sport - Marcello Zambrana/AGIF
Felipe Melo comemora gol da virada do Palmeiras contra o Sport Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Diego Iwata Lima

De São Paulo

26/10/2021 00h45

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O adjetivo usado por Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, para a jogo de Gustavo Scarpa contra o Sport foi "fantástico". O Palmeiras venceu por 2 a 1, de virada, em muito por conta da ótima atuação do meia, que saiu do banco no intervalo e mudou o jogo.

"Precisávamos tornar a equipe mais aguda e ele nos trouxe isso", disse o treinador. "Optamos por tirar um 8 [segundo volante] e colocar mais um 10 [meia de armação]", explicou.

"Fizemos 36 finalizações no jogo, o que mostra muito a agressividade da equipe. E contradiz alguns que querem catalogar nossa equipe como um time que só defende. Não. Equipe equilibrada. Jogamos o que o jogo dita. Os jogadores foram perfeitos", afirmou.

Assim como Scarpa, Abel também foi elogioso com a torcida do Palmeiras, com quem teve seu terceiro encontro no Allianz Parque.

"[A torcida] teve toda influência. Digo isso para a câmera. Toda. Eu já disse isso antes. Falei que essa torcida ganha jogos. É verdade. E é um sossego para mim porque sei que [os jogadores] vão entregar tudo em campo. A torcida cobra", disse. .

"Sempre dizem que a torcida do Palmeiras é chata, é amendoim, e não sei o quê... Até agora, só tenho coisas boas a dizer. [Quero] agradecer de coração o apoio, mesmo depois do gol. A torcida foi determinante para ganharmos esse jogo", afirmou.

Assim como já fizera antes da partida. Abel voltou a criticar o calendário do futebol brasileiro.

"Tem que sentar treinador, jogador, TV e organizador da competição. Se querem intensidade, tem que ter descanso. A Fifa é clara nas 72 horas de descanso. Vocês acreditam que quanto mais joga, melhor é. Penso o contrário. Quanto mais escasso o produto, mais valorizado."

Abel aproveitou a coletiva para também reiterar sua boa relação com os seus comandados e rebater críticas.

"Alguns dizem que 'o professor perdeu o vestiário, perdeu não sei o quê?'. Não grito com os meus jogadores. Gosto de falar com homens. Antes de atletas, são homens. Quando sentir que perdi o grupo, sou o primeiro a ir. Se fiquei, há trabalho a fazer", disse.

"Já disse que não sou perfeito e cometo erros. Mas, modéstia à parte, gosto de estudar futebol. É o que faço todos os dias e tenho muito tempo. Não tenho família para chatear a cabeça. Estou focado para estudar e evoluir", disse.

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