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Mauro Cezar: Mano Menezes no Corinthians seria mais uma aposta no passado

Do UOL, em São Paulo

22/10/2021 14h24

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A informação dada por Juca Kfouri de que o Corinthians encerraria o trabalho de Sylvinho após o jogo de domingo contra o Internacional para contratar Mano Menezes chamou a atenção para a possibilidade de chegada de um técnico que teve um bom momento no clube, pelo qual passou duas vezes, mas que não vem de bons trabalhos recentes.

No podcast Posse de Bola #171, Mauro Cezar Pereira afirma que se o Corinthians realmente for atrás do treinador que trabalhou no clube nas temporadas de 2008, 2009 e 2014, estará simplesmente apostando no passado.

"Pensar em Mano Menezes é aquele tipo de coisa que só existe no Brasil porque no Brasil os caras se lembram do Felipão, que acabou de deixar o Grêmio, os caras se lembram do Mano Menezes e até hoje você vê, a coisa aqui está tão feia, que os técnicos dos melhores elencos do momento são Abel Ferreira, Renato Gaúcho e Cuca, isso eu acho que é autoexplicativo, são técnicos que não têm nenhum espaço no mercado internacional em grandes clubes", diz Mauro.

"Aí você roda, roda e vai atrás do Mano Menezes, que é mais uma aposta no passado. 'O Mano foi bem aqui'. Quando foi isso aí? 2008! Estamos indo para 2022, em 2008 que ele foi bem, porque depois não, ele fez um mandato tapa-buraco ali, na prática, entre a saída de Tite e a volta, gloriosa também, para ser campeão de novo, ficou no meio do caminho ali em 2014. É total falta de imaginação até, lembrando que os trabalhos recentes foram muito ruins, no Bahia ele foi muito mal, não durou aí nessa última aventura no exterior", completa.

Por outro lado, o jornalista afirma que não causa espanto se a diretoria atual do Corinthians optar por demitir Sylvinho e contratar Mano Menezes, citando as contradições recentes no discurso dos dirigentes.

"Esperar o que de uma direção que prometeu austeridade e tudo mais, depois saiu contratando jogadores caríssimos como se não houvesse amanhã? Não é nada surpreendente se isso acontecer", diz Mauro.

Em relação ao trabalho de Sylvinho, Mauro Cezar afirma que realmente há problemas com a forma como o time tem se portado mesmo contando com três dos quatro principais reforços que contratou na última janela de transações, assim como considera que a forma de comunicação do técnico é mais um ponto negativo.

"Embora alguns colegas defendam arduamente esse linguajar empolado, eu considero um linguajar bobo, é um dialeto derivado do 'titês'. O cara se comunica mal, você não fala para um nicho, você treina o Corinthians, você geria a seleção brasileira, você fala para milhões de pessoas, torcedores daquele clube ou não, mas que estão acompanhando o que você tem a dizer. Quando você usa um vocabulário um tanto quando esdrúxulo e metido a erudito, você não chega a lugar nenhum, porque você não se comunica, as pessoas não te entendem", diz Mauro.

"O time não tem rendido, lembrando que nos últimos jogos, além da derrota para o São Paulo, uma vitória sobre o Fluminense não jogando bem e uma derrota para o Sport, naquela sequência positiva do time pernambucano, também jogando mal. O desempenho está abaixo. Ele não teve os quatro reforços, mas teve três e já melhora bem ter o Giuliano, o Renato Augusto e o Roger Guedes. Então é natural que o Sylvinho seja questionado, se vai ser demitido ou não, é outra história, não vou ficar aqui falando que deve mandar o técnico embora, esse é um problema do clube, mas o trabalho dele deixa a desejar", conclui.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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