PUBLICIDADE
Topo

Corinthians

Sylvinho prioriza defesa e laterais viram coadjuvantes no ataque corintiano

Róger Guedes, Fagner e Fábio Santos conversam em treino do Corinthians - Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Róger Guedes, Fagner e Fábio Santos conversam em treino do Corinthians Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Yago Rudá

Do UOL, em São Paulo

20/10/2021 04h00

Classificação e Jogos

Na última segunda-feira (18), logo após a derrota para o São Paulo no Morumbi, o técnico Sylvinho voltou a explicar sua preferência por um posicionamento mais conservador de seus laterais. A tática tem feito do Corinthians uma das equipes mais sólidas do Campeonato Brasileiro no aspecto defensivo. Por outro lado, no entanto, tem reduzido a produção ofensiva dos atletas daquele setor.

Nesta temporada, o Corinthians viu apenas quatro de seus 28 gols na Série A serem criados pelos laterais, o que representa 14,2% de toda a produção da equipe. O canhoto Fábio Santos deu três assistências aos seus companheiros, enquanto Fagner deu um passe para o gol do colombiano Cantillo, diante do Bahia, na Neo Química Arena.

Nas duas últimas participações do Corinthians no Brasileirão, os números ofensivos dos laterais foram superiores. Em 2020, os jogadores da posição participaram de 17,7% dos gols da equipe (desconsiderando os três gols de pênalti de Fábio Santos), enquanto em 2019 -- ano em que o Alvinegro garantiu vaga na Copa Libertadores da temporada seguinte -- a produção foi de 21,4%.

"O Fábio tem cruzamento para gol são duas ou três assistências, o Fagner já passou do meio e, quando dá passam do meio de campo. Só que são primeiro defensores, se eu quiser um atacante coloco o GP (Gabriel Pereira)", explicou Sylvinho ao ser questionado sobre o tema após a derrota no Majestoso.

Desde sua chegada ao clube do Parque São Jorge, o treinador tem focado na construção de um sistema defensivo sólido e conta com o trabalho dos laterais. A parte criativa fica por conta dos atacantes escalados abertos pelas beiradas do campo, como são os casos de Gustavo Mosquito, Adson e Gabriel Pereira.

Corinthians