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OPINIÃO

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Colunistas: O que precisa mudar para seleção voltar a passar confiança?

Tite, técnico da seleção brasileira, durante jogo contra a Venezuela - Lucas Figueiredo/CBF
Tite, técnico da seleção brasileira, durante jogo contra a Venezuela Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

08/10/2021 12h22

Classificação e Jogos

A seleção brasileira venceu, mas não convenceu. A equipe de Tite superou a Venezuela por 3 a 1 na noite de ontem (7), em Caracas, e assim manteve os 100% de aproveitamento nas eliminatórias para a Copa do Mundo. A atuação do time, porém, voltou a ser contestada.

Diante de mais um jogo abaixo do esperado, acionamos os colunistas do UOL Esporte para eles responderem sobre o seguinte tema: O que precisa mudar para a seleção voltar a passar confiança? Veja as respostas:

Hoje, seleção só presta se vencer a Copa do Mundo. Mesmo a de 1982, reverenciada mais tarde, também levou pancada logo após a derrota para a Itália - a surrada crítica dos "mercenários sem amor à camisa". Sobre a equipe de Tite, falta ao menos resgatar o nível do início do trabalho, que hoje parece involuir.
ANDRÉ ROCHA

O jogo de ontem foi abaixo do que essa seleção já mostrou, mesmo com os desfalques. De uma forma geral, o Brasil segue o mesmo ritmo de outras seleções gigantes da Europa, alternando boas e más apresentações. Temos que levar em consideração que Tite teve diversos problemas recentes como a não vinda dos ingleses, como uma pandemia que paralisou a Eliminatória e outros. Agora, ele tenta encontrar alternativas para chegar em 2022 com mais variações. Apesar do jogo ruim contra a Venezuela, considero o trabalho de Tite como muito bom no geral.
DANILO LAVIERI

É simples: jogar um mínimo do que se possa chamar de futebol. Só!
JUCA KFOURI

A seleção brasileira é confiável em relação aos resultados, mas ninguém acha que vai ganhar a Copa do Mundo. Por quê? Porque perdeu as últimas quatro para seleções europeias e porque as pessoas relacionam o abismo que existe no universo dos clubes com um possível desnível também no futebol de seleções. Esse desnível não existe. O Brasil é competitivo e pode ganhar a Copa. Mas só vai resgatar a confiança se fizer exatamente isso: ganhar a Copa. Até lá, a desconfiança vai pairar, como sempre foi e sempre será.
JULIO GOMES

Tite tem um time competitivo, mas que não encanta. É um problema? Não para mim. Seleção chegará em 2022 para competir contra qualquer rival, goste-se ou não de como Tite arma sua equipe.
MARCEL RIZZO

Eu acho que a Seleção passa confiança. A possibilidade de vitória é algo concreto. Parece tabuada do três: 7x3=21, 08x3=24, 9x3=27. O que falta é futebol melhor, com pensamento fora da caixinha.
MENON

Falta Tite rever seus conceitos e apresentar um time com mais mobilidade, velocidade, compactação e com jogadores mais encorajados a improvisar. O treinador faria um grande bem para a Seleção Brasileira se deixasse de tentar controlar cada movimento de seus atletas.
PERRONE

Praticar um futebol à altura dos jogadores que possui. Por que Gabriel Jesus é um no City e outro na seleção? Idem para Gabigol, Firmino e por aí vai. A seleção do Tite só passa confiança de vitória em jogos medíocres contra sul-americanos. Mas nem neles encanta, seduz. É uma equipe medíocre como seu treinador.
RENATO MAURÍCIO PRADO

A postura de Tite precisa ser outra. Não dá para aceitar que está tudo bem se baseando nos resultados das Eliminatórias. Tite precisa tirar o máximo dos jogadores e não está conseguindo com esse pensamento.
RODOLFO RODRIGUES

Definir um sistema e um modelo base, algo que vem variando bastante. Dar sequência e rever algumas escolhas. O que não dá é pra se basear na campanha invicta como único indicativo. O desempenho não vem sendo bom há três anos.
RODRIGO COUTINHO

Trabalho do ciclo da Rússia do Tite foi bom. O time não só ganhava como mostrava um sistema consolidado ofensivo. Copa foi um pouco abaixo e caiu no mata-mata para um bom time, faz parte. A partir, Tite foi buscar mudanças -até porque não tinha mais os laterais armadores - e a coisa degringolou. Depois de três anos, ainda se vê ele em busca de um novo time, principalmente do ponto de vista ofensivo. Seleção parece piorar a cada jogo neste aspecto em vez de evoluir. Ganha porque o nível na América do Sul é baixo e defensivamente o time é sólido.
RODRIGO MATTOS

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