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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Colunistas: Abel Ferreira calou os críticos com classificação do Palmeiras?

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, após a classificação à final da Libertadores, diante do Galo - Staff Images / CONMEBOL
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, após a classificação à final da Libertadores, diante do Galo Imagem: Staff Images / CONMEBOL

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

29/09/2021 13h01

Resumo da notícia

  • Colunistas respondem se Abel Ferreira calou os críticos com classificação do Palmeiras
  • Milton: "Calou pelo resultado, mas segue passando longe de calar pelo rendimento"
  • "Calou, principalmente, o vizinho, se é que o vizinho existe", escreveu Juca Kfouri
  • "Abel Ferreira nunca vai calar os críticos no Brasil", avalia o colunista Bruno Andrade
Classificação e Jogos

O Palmeiras superou o favoritismo do Atlético-MG e, com um empate por 1 a 1 no Mineirão, na noite de ontem (28), garantiu a classificação para a decisão da Copa Libertadores pelo segundo ano consecutivo. Na coletiva pós-jogo, o técnico Abel Ferreira, alvo de críticas especialmente pelo estilo defensivo do time alviverde, pediu respeito para si e seu elenco.

E aí, Abel Ferreira calou os críticos com a classificação do Palmeiras para a final? Fizemos essa pergunta aos colunistas do UOL Esporte, que deram suas opiniões sobre o polêmico tema. Veja as respostas:

Não, mas deveria. Ele faz escolhas táticas que contrariam o esperado por parte da torcida e da mídia, e ainda assim é chamado de covarde. Com o melhor ataque, já foi chamado de retranqueiro. Em menos de um ano de trabalho, acumula os títulos da Libertadores, da Copa do Brasil e, agora, mais uma final continental. Tudo isso sem um elenco estrelado. Quem ainda não se convenceu talvez não se convença nunca.
ALICIA KLEIN

As críticas nunca foram aos resultados, mas ao desempenho em relação ao que o elenco pode produzir. Considerando a temporada e os dois jogos contra o Atlético, a impressão permanece. E hipervalorizar uma estratégia em 180 minutos que só deu resultado com pênalti perdido na ida e falha bizarra do zagueiro do adversário no gol "qualificado" da volta parece um tanto absurdo.
ANDRÉ ROCHA

Abel nunca vai calar os críticos no Brasil, porque sempre vai sofrer com análises superficiais e muita má vontade, algo que outros treinadores sofreram e continuam a sofrer. Mas há algo ainda pior no caso dele: a xenofobia, inclusive atiçada por parte da imprensa. Não menos importante, tem constantemente a sombra das comparações com Jorge Jesus. Cada caso é um caso. Infelizmente, temos o costume bizarro de comparar tudo e todos. Há muita organização tática e conhecimento para valorizar um (curto) trabalho no Palmeiras que podemos dizer sem medo: é de sucesso, independentemente do jogar bonito ou não.
BRUNO ANDRADE

Não. O Abel mostrou que não há só um jeito de jogar bola, mas a turma do futebol teórico não vai se conformar. Há no país uma justa busca por um futebol bonito, de resultados, mas que a própria cultura do Brasil com torcida impaciente, imprensa imediatista e diretoria despreparada que não permite que um time atinja níveis desse tão fácil. Jorge Jesus com o Flamengo foi uma exceção em um longo histórico de times que ganham e mesmo assim são criticados.
DANILO LAVIERI

Calou, principalmente, o vizinho, se é que o vizinho existe e não é uma nova dona Lúcia, aquela da carta ao Felipão lida pelo Parreira após o 7 a 1. Os críticos sempre terão o argumento da sorte pela perda do pênalti no jogo de ida e do que seria o segundo gol do Vargas. Mas o gajo fez a troca errada do Rony pelo Veron e deu certo. Parabéns para ele!
JUCA KFOURI

Deve ser duro mesmo para quem sabe muito de futebol ouvir a quantidade de baboseiras que se fala. Mas isso faz parte deste negócio chamado futebol, é preciso conviver, tentar separar joio do trigo. É no debate que Abel agrega, não mandando as pessoas calarem a boca.
JULIO GOMES

Abel nunca vai calar os críticos. Ninguém vai, no futebol, ou em outro esporte. Ninguém está acima das críticas. Ele foi muito bem e eliminou o Galo? Usando seus conceitos? Elogio nele. Foi eliminado pelo CRB em casa? Crítica nele. Não vejo uma perseguição a ele. E acho muito errado colocar parte das críticas a ele a uma suposta xenofobia.
MENON

Abel está há menos de um ano no Palmeiras e tem uma ficha corrida incomparável de vitórias e conquistas. Esse é o futebol de hoje: pouco tempo para mostrar grandes resultados. É a sociedade da performance, da produtividade, dos vitoriosos. Abel deve ser celebrado por isso, não há dúvida. A crítica que está alinhada à filosofia e à cultura de jogo que ele implantou não morre com o bom resultado. Ela seguirá viva a menos que o Palmeiras pratique um futebol de toques rápidos, de conquista dos pequenos espaços, de criatividade ofensiva, de movimentação, de inovação. Mas quem tem tempo de conseguir fazer essas coisas dentro de uma sociedade que cobra performance e resultado a todo instante? Só Jesus.
MILLY LACOMBE

Calou pelo zebrístico resultado, mas segue passando longe de calar pelo rendimento. O Verdão atual é um deserto de ideias. Um desserviço ao futebol brasileiro.
MILTON NEVES

Abel abafou o barulho dos críticos, mas as cornetas estão prontas para entrar em ação em caso de derrota na final. Coisas do futebol.
PERRONE

Esse papo de "calou os críticos" é muito tolo. O que se sabe até agora na temporada de Abel Ferreira com o Palmeiras é que ele perdeu a Recopa Sul-Americana, a Supercopa do Brasil, o Paulista, a Copa do Brasil e está a oito pontos do líder do Brasileirão. Chegou à final da Libertadores, jogando como time pequeno contra o Atlético Mineiro? Chegou. Parabéns. Mas terá que ganhá-la, caso contrário vai acabar o ano de mãos abanando e ouvindo mais críticas e gozações do "vizinho", personagem que inventou pra disfarçar a fúria que sente em relação àqueles que não elogiam o seu modo defensivismo de jogar.
RENATO MAURÍCIO PRADO

Depende. Acho válido criticá-lo quando não consegue desenvolver um plano ofensivo mais elaborado em alguns jogos. Quando isso acontece ele merece ser criticado como qualquer outro. Não é diferente de ninguém. A partida de ontem não teve essa realidade. Montou o time da forma em que está acostumado. Teve mais uma vez méritos nisso. Não tem mistério. No meu modelo de ver segue podendo desenvolver mais a equipe para diferentes cenários.
RODRIGO COUTINHO

Não, vai haver críticas quando o jogo palmeirense for insuficiente, e vai ser elogiado quando for eficiente como nesta terça. Meio sem sentido tanto rancor da parte do Abel depois do jogo pelas críticas. Futebol é assim há muito tempo. Mas, enfim, cada um reage como quiser na vitória, inclusive desopilando o fígado.
RODRIGO MATTOS

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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