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Foco no Palmeiras faz Cuca expandir trabalho mental no Atlético-MG

Cuca sabe da importância do jogo, mas tenta tirar pressão dos jogadores para Galo voltar a vencer - Pedro Souza/Atlético-MG
Cuca sabe da importância do jogo, mas tenta tirar pressão dos jogadores para Galo voltar a vencer Imagem: Pedro Souza/Atlético-MG

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

27/09/2021 04h00

Classificação e Jogos

Um jogo decisivo de futebol vai além do que acontece nas quatro linhas. Uma partida de Copa Libertadores não foge em nada desse chavão do mundo da bola. Pelo contrário, potencializa ainda mais a pressão, a cobrança, a ansiedade e a expectativa, dentre outros sentimentos e sensações. Por isso, a comissão técnica do Atlético-MG trabalha o campo e também a cabeça dos atletas para o confronto de amanhã (28) contra o Palmeiras, às 21h30, no Mineirão, pela vaga na grande final do torneio mais cobiçado da América do Sul.

Apesar de ter um dos ataques mais positivos da temporada no Brasil, com 88 gols, o Galo está há dois jogos sem balançar as redes. Um feito até então incomum para o clube, que, desde 2019, não ficava tanto tempo sem balançar as redes consecutivamente. O Alvinegro ficou no 0 a 0 nos seus dois últimos jogos, contra o próprio Palmeiras — jogo de ida da Libertadores — e com o São Paulo, no último sábado (25), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"A gente não pode ficar triste, decepcionado, porque empatou fora com o Palmeiras e com o São Paulo, tendo um desempenho no mínimo igual aos adversários. Não pode ficar triste. São duas grandes equipes, que neutralizam muito bem o adversário, têm velocidade e te envolvem se você der o contra-ataque", analisou Cuca, após o jogo com o Tricolor paulista, no Morumbi.

Devido ao empate sem gols no Allianz Parque, Palmeiras e Atlético-MG terão que buscar mais o ataque na partida de volta das semifinais. Isso pode ser um fator que proporcionará um duelo mais aberto, mais franco, se comparado ao primeiro encontro entre Verdão e Galo. E o fato de ter essa obrigação de marcar, na visão de Cuca, não pode ser um fator de desequilíbrio mental para amanhã.

"A gente não pode nos pressionar para jogar futebol. Funciona você ter equilíbrio em todos os sentidos. É jogar uma partida sem se pressionar (...) tem que tirar as coisas positivas de jogos assim. É mais um jogo sem tomar gol. 'Ah, mas terça-feira tem que fazer'. Mas é outro jogo, é outra história, não é fora de casa, é em casa. Sempre fomos equilibrados e vai ser assim na terça-feira também. O importante é nos preparamos bem física, técnica e mentalmente para esse jogo. Isso que é o mais importante de tudo", analisou Cuca.

Se por um lado o Galo precisa de gols para passar à final, do outro o time tem uma consistência defensiva importante. Em cinco jogos no Mineirão até aqui na atual edição da Libertadores, o Atlético-MG sofreu apenas um gol. Adversários tradicionais e de mais nome, como Boca Juniors (ARG) e River Plate (ARG) não conseguiram transpor à meta de Everson.

"Nós tomamos um gol jogando em casa durante a Libertadores, do América [de Cali]. Pode, na terça-feira, tomar um, dois, três; pode fazer um, dois, três, quatro. É jogo. Cada jogo é uma história. Vamos ver na terça-feira o que está guardado", analisou o treinador. "E só Deus sabe o que vai acontecer [no jogo de terça-feira]", completou.

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