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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Arnaldo: Questão da pandemia no futebol sempre foi mais política que médica

Do UOL, em São Paulo

24/09/2021 18h29

Após jogos realizados com a presença de público em outros estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Distrito Federal, o governo de São Paulo anunciou ontem (23) que os clubes locais poderão receber jogos com 30% da capacidade dos estádios a partir do dia 4 de outubro, com uma progressão até novembro para a permissão de 100% de público.

No podcast Posse de Bola #163, Juca Kfouri e Arnaldo Ribeiro analisam a liberação em São Paulo, citando a liberação de outros setores e a própria capital paulista voltando ao ritmo de antes da pandemia.

"São Paulo está absolutamente igual à São Paulo de antes da pandemia. Um trânsito danado, congestionamento, o diabo a quatro. Bom, boa parte das pessoas felizmente de máscara, mas por que só o futebol não pode?", diz Juca.

"Agora, as medidas a gente viu no Maracanã, por mais que houvesse cuidados, o fluxo foi muito menor de entrada de pessoas por minuto e tal, mas começa o jogo e todo mundo sem máscara, todo mundo junto, todo mundo aglomerado e assim será. Agora, como a população vacinada pelo menos corre menos risco fatal, passaremos a conviver com isso", completa.

Arnaldo destaca como as questões do futebol na pandemia sempre tiveram decisões mais políticas do que relacionadas à saúde e vê uma repetição disso agora. Para o jornalista, é mais razoável que o público no Campeonato Brasileiro retorne no momento em que todos os clubes podem contar com seus torcedores e não ocorra algum desequilíbrio, como aponta no confronto entre Flamengo e Grêmio na Copa do Brasil e entre Atlético-MG e Palmeiras na Libertadores.

"Com a sinalização de São Paulo, vai voltar o público em outubro no Brasileirão todo e aí é aquela coisa, a questão do combate à pandemia em relação ao futebol é muito mais política do que médica no Brasil, isso está evidente. Esportivamente falando, o que eu acho que não faria sentido nenhum é o que está acontecendo na Libertadores, por exemplo, o Palmeiras joga sem público na ida e com público na volta, ou como o Flamengo, que jogou sem público na ida na Copa do Brasil e com público na volta. Ou como seria o Brasileiro da Série A, um time com público e ou outro sem", diz Arnaldo.

"Agora, com esse consenso das autoridades, o Brasileirão vai ter público em todas as partidas e em todos os lugares a partir de outubro, a partir da rodada seguinte, essa é a decisão. Então, pelo menos esportivamente, você tem uma pequena igualdade, mas a coisa que mais me chama a atenção no aspecto esportivo em relação a público, de fato, é essa situação da Libertadores e acho que pouca gente falou, para mim é um absurdo uma semifinal da Libertadores não ter público na ida para um time e ter na volta para o outro time, é um desequilíbrio completo", conclui.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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