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Milly Lacombe: Não duvido que esse Flamengo vá para Guayaquil e goleie

Do UOL, em São Paulo

23/09/2021 12h14

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O Flamengo venceu o Barcelona de Guayaquil por 2 a 0 no Maracanã, no primeiro jogo pelas semifinais da Libertadores, mas correndo alguns riscos, com o time equatoriano exigindo participação importante do goleiro Diego Alves, principalmente durante o primeiro tempo, mas também em uma oportunidade na etapa final.

No UOL News Esporte, Milly Lacombe minimiza os riscos corridos pelo Flamengo no setor defensivo e destaca a maneira de jogar futebol sem a preocupação apenas em não sofrer gols, comparando com o que ocorreu no jogo da noite anterior, entre Palmeiras e Atlético-MG, na outra semifinal da competição continental.

"O Flamengo joga e deixa jogar, o que a gente vê o Flamengo fazer é futebol, o que a gente está vendo é futebol e o futebol é jogado, você se coloca em condições de vulnerabilidade e aí o adversário pode eventualmente fazer um gol, não é como, por exemplo, aquele Atlético-MG e Palmeiras que a gente viu, o Atlético-MG fez 22 faltas. É uma tática? É uma estratégia de jogo você fazer faltas? É discutível, sim, pode ser, algumas faltas são necessárias, mas é um não-futebol, ninguém se encanta com aquilo, ninguém se emociona com aquilo, não tem absolutamente nada acontecendo", diz Milly.

"Em geral, quando esse Flamengo entra em campo, você vê futebol, mesmo quem não é flamenguista gosta de ver o que está acontecendo. E é isso, você tenta fazer um gol e às vezes vai obviamente ficar numa situação de talvez sofrer um gol, só que eu não duvido, por exemplo, que esse Flamengo vá lá para Guayaquil e goleie, é possível que isso aconteça, porque o time da casa vai ter que sair para jogar, para tentar fazer o gol e vai ficar exposto, e esse Flamengo, com esse time, pode fazer quatro", completa.

A jornalista discorda de parte das críticas feitas ao técnico Renato Gaúcho em relação à organização do time dentro de campo e pontua como principal fator da equipe a forma como existe uma aproximação entre os jogadores sempre em que a posse de bola é do Rubro-negro.

"É um time que todo mundo que gosta de futebol quer ver jogar e tem Renato Gaúcho ali sim, é um time que joga por aproximação, um jogador do Flamengo com a bola nunca está sozinho, ele sempre tem para quem passar essa bola de uma maneira muito próxima, é bacana ver o que está acontecendo ali", diz Milly.

"Acho que tem o Renato Gaúcho em uma situação de dizer 'divirtam-se', consigo enxergar isso, que eu já acho também que é uma enormidade, e tem Renato Gaúcho no futebol tático e estratégico de ninguém nunca estar sozinho, tem solidariedade ali, ele vai mexendo no time e isso nunca é diferente", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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