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Mauro sobre Palmeiras x Galo: Problema não é o regulamento, é o técnico

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

23/09/2021 10h53

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Mauro Cezar deu sua opinião sobre a teoria levantada após o fraco empate sem gols entre Palmeiras e Atlético-MG, pela semifinal da Libertadores, de que o gol qualificado fora de casa deveria ser extinto na competição continental, assim como já aconteceu na Copa do Brasil. No quadro "Fala, Maurão", o colunista do UOL Esporte diz que o problema não é o regulamento, e sim as propostas medrosas de técnicos como Abel Ferreira.

"O jogo foi horroroso. Palmeiras e Atlético-MG fizeram uma partida terrível. O reencontro de Cuca e Abel Ferreira, que haviam se enfrentado na final da Libertadores, foi parecido com o que se viu entre Palmeiras e Santos. E isso se deve à proposta dos dois técnicos, especialmente do técnico português, mesmo jogando em casa. Jogou para não perder", inicia Mauro a partir dos 38 segundos do vídeo acima.

"A estratégia de Abel Ferreira e a incapacidade de Cuca no comando do Galo de furar o bloqueio defensivo do Palmeiras acabaram fazendo com que a partida fosse muito ruim", disse.

Para Mauro Cezar, os dois times entraram em campo já pensando na segunda e decisiva partida, que acontece na próxima terça-feira (28), no Mineirão. Ele diz ainda que o Palmeiras deveria, ao menos, ter lutado para sair do Allianz com o placar mínimo.

"O negócio era empurrar com a barriga para o próximo jogo, e aí vem a questão do gol qualificado. 'Se não fosse isso, não jogaria assim'. É possível, mas o problema não está no regulamento, o problema está no técnico, que poderia usar o regulamento pensando: 'Eu vou buscar uma vitória em casa. Eu vou lutar por isso. E se eu fizer um gol, tenho uma vantagem muito grande fora de casa'. Aí você tem a grande vantagem, e esse deveria ser o objetivo do Palmeiras, ganhar de 1 a 0", acrescenta.

"O problema não está no regulamento, gostemos ou não dele. Está nas propostas de jogo medrosas de técnicos como Abel Ferreira. E, nessa ocasião, da incapacidade do Atlético-MG de furar a defesa adversária. Botar na conta do regulamento é muito boa vontade com treinadores que deveriam ser mais questionados, em nome do futebol", completa.

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