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Em 'teste maior', Flamengo tem acertos, mas repete erros e vê aglomeração

Torcida do Flamengo na arquibancada do Maracanã, em duelo com o Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores - Gilvan de Souza/Flamengo
Torcida do Flamengo na arquibancada do Maracanã, em duelo com o Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores Imagem: Gilvan de Souza/Flamengo

Alexandre Araújo e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

23/09/2021 04h00

Flamengo e Maracanã tiveram um teste ainda maior na noite de ontem (22), na vitória sobre o Barcelona de Guayaquil, do Equador, pela Libertadores. Viveram, ainda assim, novamente acertos e erros no protocolo. Nos arredores do estádio, fora das barreiras, havia uma sensação de normalidade, ainda que em meio à pandemia de coronavírus.

Para o confronto com os equatorianos, a Prefeitura do Rio de Janeiro liberou uma capacidade de 35.035 torcedores, aproximadamente 50% do que comporta o estádio. Esse foi o segundo de um bloco de eventos-testes com o aval das autoridades cariocas.

A Prefeitura liberou três partidas para o Rubro-Negro, com a capacidade aumentando de forma gradativa. A primeira foi contra o Grêmio, que aconteceu na última semana, pela Copa do Brasil, com 35% do Maracanã liberado. A segunda seria novamente com o Tricolor gaúcho, pelo Campeonato Brasileiro, com 40%, mas uma decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) impediu a presença de público. E a última acabou sendo contra o Barcelona equatoriano.

Assim como havia acontecido pela Copa do Brasil, a segurança foi reforçada nos arredores do estádio e barreiras foram criadas, pelas quais só passava quem estivesse com ingressos e a pulseira, que foram trocadas anteriormente, mediante a apresentação do teste negativo e comprovante de vacinação.

Torcedores do Flamengo próximo a uma das barreiras nos arredores do Maracanã - Alexandre Araújo / UOL Esporte - Alexandre Araújo / UOL Esporte
Imagem: Alexandre Araújo / UOL Esporte

Funcionários da organização da partida alertavam sobre o uso de máscaras e para cumprir as medidas sanitárias, como distanciamento social. Desta vez, o número de ingressos que ainda não havia sido trocados horas antes do jogo foi bem menor que na primeira experiência, ponto que foi considerado positivo.

Integrantes do Fla acompanhavam a movimentação nestes locais para, além das costumeiras orientações e acompanhamento do protocolo, também por conta da expetativa ser de grande presença de público, o que se confirmou com certa facilidade.

Em todos os setores, porém, novamente pôde-se observar aglomerações e torcedores sem máscara ou utilizando a peça de forma inadequada, apesar dos avisos nos telões e presença de monitores. Desta vez, o descumprimento foi em um volume ainda maior, visto que a quantidade de pessoas foi bem superior à do jogo com o Grêmio — naquela ocasião, foram 6.446 presentes e 6.227 pagantes, contra 22.193 pagantes e 23.083 presentes de ontem.

Próximo às barreiras, houve confraternização dos torcedores, que, sem máscaras, consumiam bebidas alcoólicas antes de entrar, e também acabaram fazendo fila para passar pelo "ponto de checagem". Um pouco mais distante dali, um dos bares onde tradicionalmente a torcida do Flamengo se concentra ficou lotado e com cenas que nem de longe pareciam ser protagonizadas durante a pandemia.

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