PUBLICIDADE
Topo

Vasco

Psicólogo, Diniz pega Vasco pressionado e frustrado após empate com CRB

Técnico Fernando Diniz em sua estreia pelo Vasco: equipe sofreu empate do CRB aos 46 do segundo tempo - Rafael Ribeiro / Vasco
Técnico Fernando Diniz em sua estreia pelo Vasco: equipe sofreu empate do CRB aos 46 do segundo tempo Imagem: Rafael Ribeiro / Vasco

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

17/09/2021 04h00

Classificação e Jogos

Formado em psicologia na Universidade São Marcos (SP) para curar as angústias e sofrimentos que o futebol lhe trouxe em sua época de jogador —como o próprio revelou ao UOL Esporte—, Fernando Diniz terá que colocar em prática no Vasco, mais do que nunca, seus conhecimentos adquiridos nos estudos.

Com o desafio de subir um time que ainda não engrenou na temporada, o treinador assumiu o comando nesta semana e encontrou um elenco pressionado —que em alguns momentos de 2021 viveu momentos de tensão em protestos— e que ontem sofreu uma verdadeira "ducha de água fria" com o empate sofrido para o CRB, em Maceió (AL), aos 46 minutos do segundo tempo.

O jogo era tratado como de "seis pontos" em função da equipe alagoana estar no G-4, e o resultado manteve o Cruzmaltino em situação delicada em se tratando de acesso à Série A, faltando agora 14 rodadas para o término da Série B.

"Não tem uma outra coisa a fazer a não ser pensar no Cruzeiro (jogo do próximo domingo). Tem a frustração pelo resultado, mas tem o lado positivo de os jogadores saberem que conseguiram executar. O Vasco tem de partir disso que fizemos hoje para melhor. Temos um clássico e vamos fazer de tudo para ganhar", declarou Diniz.

O lance do gol do CRB aconteceu após a perda de bola do volante Bruno Gomes, que havia entrado no segundo tempo. O treinador, porém, tratou de não apontar culpados e, já dando indícios de como irá trabalhar o emocional do elenco, falou em "colocar os jogadores para cima":

"O lance do Bruno Gomes, ele poderia ter feito outra jogada... O Vasco empatou, não tem como individualizar. Eu não sei antes, mas hoje o sistema defensivo se portou muito bem. Teve o lance do gol, o lance do gol anulado e uma cabeçada. Fora isso, nada mais. O time se portou bem. Tivemos essa infelicidade no gol do adversário, mas a gente não tem de achar culpados. Vamos colocar os jogadores para cima, serve de experiência. Vamos aprender e seguir adiante".

Ao longo da temporada, o Vasco já conviveu com alguns protestos. Alguns mais pacíficos, onde ocorreram reuniões com o elenco, e outros mais violentos, que resultou em depredações dos carros de Bruno Gomes e Léo Jabá, além da invasão à sala da presidência na semana da passada em São Januário (o presidente Jorge Salgado não se encontrava).

Com o resultado, o Vasco se manteve na décima colocação, a oito pontos do G-4 faltando 14 rodadas para o término da Série B. Agora, o Cruzmaltino volta suas atenções para o clássico de domingo (19) contra o Cruzeiro, onde vive a expectativa de receber público em São Januário (RJ). Uma reunião amanhã entre os clubes da Série B e a CBF definirá a questão.

Vasco