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Premiação e vendas 'salvam' orçamento e mantêm salários em dia no Flu

Kayky foi a maior venda do Fluminense em 2021; negociações ajudaram Tricolor a manter salários em dia - Jorge Rodrigues/AGIF
Kayky foi a maior venda do Fluminense em 2021; negociações ajudaram Tricolor a manter salários em dia Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

11/09/2021 04h00

Classificação e Jogos

Em difícil situação financeira há tempos, o Fluminense vem mantendo os salários em dia com jogadores e funcionários em 2021. Além de um acordo importante no auge da pandemia de coronavírus, em 2020, o Tricolor também contou com uma "salvação": a venda das joias de Xerém.

Com estádios fechados e sócio-torcedor em queda, o departamento comercial chefiado pelo vice-presidente Edilson Silva conseguiu bons acordos. Além de outras propriedades da camisa, o patrocínio master da Betano, se não resolve o problema, ajuda muito o Tricolor a manter seus compromissos. Mas as negociações de atletas seguem como a principal fonte de receita do clube.

Ainda que Marcos Paulo tenha saído por muito menos do que o esperado para o Flu, que o perdeu para o Atlético de Madrid apenas pelos R$ 3 milhões do mecanismo da Fifa de compensação após assinar um pré-contrato com o clube espanhol, os negócios feitos pelo clube colocaram as contas em dia.

Os 15 milhões de euros já garantidos com as saídas de Kayky e Metinho para o Grupo City fizeram o Tricolor "segurar as pontas" em 2021.

O orçamento previa R$ 85 milhões, e o Fluminense, ainda que não tenha recebido todo o valor das negociações, conseguiu mais de R$ 100 milhões com a saída da dupla. O negócio ainda pode dar mais 20 milhões de euros ao Flu, que também manteve porcentagem dos jogadores visando futuras vendas.

Além disso, o Tricolor também superou as metas de premiação com as classificações para as quartas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, que somaram R$ 53,4 milhões ainda sem o Brasileirão. O orçamento previa R$ 38,7 milhões.

Embora tenha superado ambas as marcas, o Flu não tem espaço para gastar além da conta, já que orçou R$ 19 milhões com bilheteria que dificilmente serão alcançados, uma vez que não há previsão para reabertura total dos estádios em 2021. De todo jeito, com o que conseguiu até aqui em receitas, o presidente Mário Bittencourt cumpriu uma de suas promessas de campanha: salários em dia.

De acordo com informações do clube ao UOL Esporte, os impostos também estão sendo recolhidos normalmente. Apenas um mês de direitos de imagem (agosto) ainda está em débito com alguns atletas. Menos de dez jogadores do elenco profissional recebem esses valores, que, por lei, chegam a no máximo 40% dos salários.

Com o fluxo de caixa melhor que em outros tempos, o Tricolor aproveitou para investir um pouco no futebol. O Fluminense pagou US$ 500 mil (R$ 3 milhões) ao Patriotas para contratar Jhon Arias em definitivo e R$ 500 mil pelo empréstimo de Nonato junto ao Internacional. Além disso, efetuou a compra de 50% do meia Gustavo Apis e entrou em acordo com a Tombense para pagar US$ 1,5 milhão (R$ 8 milhões) por Caio Paulista. A última negociação, mais cara de todas, será parcelada, até o fim de 2023.

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