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Fluminense

Em início de trabalho, Marcão muda estratégia no Flu e faz elenco "girar"

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

08/09/2021 04h00

Desde que Marcão assumiu o comando técnico do Fluminense, o elenco vem sendo colocado à prova e bastante explorado, no bom sentido da palavra. Com mudanças no time titular e no decorrer das partidas, o treinador, que ainda inicia esta nova fase do trabalho, vem utilizando muitos jogadores e dá indícios de que essa pode ser uma estratégia adotada, tanto frente ao apertado calendário do futebol brasileiro quanto para alterar esquema de jogo.

Na vitória sobre a Chapecoense, por exemplo, os 11 iniciais tiveram quatro mudanças em relação ao empate com o Juventude, sendo duas forçadas - casos de Egídio e Jhon Arias -, e duas ocasionadas justamente por conta deste rodízio. Martinelli voltava após ser poupado, e Bobadilla substituiu Fred, que foi preservado.

No decorrer do duelo, com a intenção de mudar um pouco o panorama da equipe após o intervalo, colocou o volante Wellington, que havia jogado pela última vez na derrota para o Internacional, e Nenê, que não havia sido utilizado nas duas últimas rodadas.

"Tenho um grupo e confio em todos. Se, em algum momento, acharmos que alguém baixou, vamos usar o [jogador] que vem treinando, como fizemos com o Fred e já tínhamos feito com o Egídio e com o Martinelli. Temos certeza que vamos precisar de todos. Estamos igualando, os grupos estão em um ritmo bem igual de trabalho, de carga de treinamento. Vou procurar utilizá-los da melhor maneira. Sempre que precisar, vamos fazer o rodízio", disse Marcão.

"A gente busca opções quando percebe que a equipe baixou o ritmo. A gente troca a peça. O que a gente quer é o que a equipe fez no primeiro tempo [contra a Chapecoense]. Ou nos dois tempos contra o Juventude, mas, do outro lado, tem um adversário que mudou e agrediu", apontou, em outro momento.

Com Roger Machado, demitido após a eliminação do Fluminense na Libertadores, o elenco girava menos. O treinador, inclusive, chegou a ser criticado pela torcida pelo fato de a equipe, em certos momentos, não conseguir apresentar uma "nova cara".

Um ponto que pode ser elemento de peso para Marcão é seu conhecimento do elenco. Funcionário do clube desde 2019, quando retornou às Laranjeiras, vinha trabalhando como auxiliar e também chegou a ser técnico do sub-23, categoria que o Fluminense usa como transição entre base e profissional.

Nesta passagem, inclusive, esta é a terceira vez que assume o time. Em 2019, substituiu Oswaldo de Oliveira e conseguiu salvar a equipe do rebaixamento. Já ano passado, com uma missão um pouco fácil, foi o escolhido após a saída de Odair Hellmann, que foi para o Al-Wasl, dos Emirados Árabes.

Contra o São Paulo, no domingo, o comandante não descarta novas alterações. Após o triunfo contra a Chapecoense, ele lembrou que o Tricolor paulista não atuou nesta rodada e, portanto, chegará "mais descansado" para o duelo.

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