PUBLICIDADE
Topo

São Paulo

Saiba o plano do SPFC para levantar fundos para reforma do CT e do Reffis

Gabriel Neves treina na parte interna do CT da Barra Funda, do São Paulo -  Alexandre Coutinho e Fellipe Lucena / saopaulofc.net
Gabriel Neves treina na parte interna do CT da Barra Funda, do São Paulo Imagem: Alexandre Coutinho e Fellipe Lucena / saopaulofc.net

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

03/09/2021 04h00

O São Paulo tem avançado em seu planejamento para a reforma do CT da Barra Funda e do Reffis, seu núcleo de reabilitação esportiva fisioterápica e fisiológica. A diretoria já sabe o que precisa mudar, mas ainda tenta levantar fundos para viabilizar a modernização dos dois locais.

O entendimento da cúpula são-paulina é que o problema não é os funcionários que trabalham no departamento médico. A avaliação é que tanto quem está no Reffis quanto a comissão técnica de Hernán Crespo são pessoas qualificadas para a função. O fisioterapeuta Ricardo Sassaki, por exemplo, faz parte da comissão técnica de Tite na seleção brasileira.

Por isso, a avaliação é que o principal problema é os equipamentos que compõem o Reffis. Falta ao local maquinários de última geração que poderiam acelerar o processo de recuperação de lesões de alguns atletas. Um dos sonhos de consumo do clube é uma câmara hiperbárica, que ajuda a otimizar a recuperação dos atletas. O Corinthians, por exemplo, tem uma desde o ano passado.

Em entrevista ao canal do YouTube dos jornalistas Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi, Carlos Belmonte, diretor de futebol do clube, disse que o São Paulo está atrasado em 20 anos.

"A gente precisa rever mesmo a nossa situação do Reffis, isso é um fato, não adianta a gente ficar aqui dizendo outra coisa, a verdade é essa: a gente não investiu", disse.

O principal desafio do clube é conseguir dinheiro para viabilizar as reformas. Para isso, a diretoria trabalha com três opções. A primeira, explicitada por Belmonte em entrevistas, é conseguir algum parceiro para adquirir os naming rights do CT da Barra Funda. O UOL Esporte apurou que a cúpula são-paulina conversa com uma empresa estrangeira, mas o nome e o ramo ainda são mantidos em sigilo. As negociações estão em fase inicial.

Um dos outros caminhos estudados pelo São Paulo é a utilização do chamado Fundo Brahmeiro. A Ambev, dona da marca Brahma, faz parcerias com alguns clubes para ajudar no investimento em infraestrutura. Por cada lata de Brahma Chopp vendida no estado de São Paulo, R$ 0,01 vai para os clubes integrantes do projeto. Foi com essa verba que o São Paulo reformou os vestiários do Morumbi antes da Copa América de 2019.

Por último, o São Paulo montou uma espécie de "comitê de notáveis" para ajudar no desenvolvimento do plano de reformulação do CT e do Reffis. A ideia é ter especialistas da área médica e representantes do mundo empresarial para definir os passos a serem tomados. O clube acredita que as pessoas presentes poderiam trazer credibilidade e ajudar na procura de investidores.

É nesse comitê que está envolvido o fisiologista Turibio Leite de Barros, idealizador do Reffis e demitido do clube em 2010 depois de 25 anos de serviços prestados. Seu retorno chegou a ser especulado, mas isso não acontecerá. Turibio participará das reuniões como um dos consultores para ajudar na modernização das estruturas são-paulinas.

As lesões têm dado dores de cabeça ao São Paulo na temporada. O clube já teve que lidar com mais de 30 problemas médicos em 2021. A situação gerou críticas públicas de Hernán Crespo, que disse em entrevista coletiva que o clube precisava melhorar suas estruturas. A reportagem apurou que antes da declaração à imprensa, o técnico argentino já havia externado sua insatisfação com a situação à diretoria.

O São Paulo volta a campo apenas no dia 12 de setembro, quando enfrentará o Fluminense, pelo Brasileirão. Até lá, o clube espera diminuir os jogadores presentes no departamento médico. O volante William se recupera de uma artroscopia no joelho, enquanto os laterais Orejuela e Welington, o atacante Marquinhos e o zagueiro Arboleda tratam problemas musculares. O defensor foi liberado para seguir o tratamento junto com a seleção do Equador, que tem esperanças de contar com ele nos jogos pelas Eliminatórias.

São Paulo