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Na seleção, Claudinho vê sonho adormecido se realizar: 'Primeira de muitas'

Claudinho, meia da seleção, em treino no CT do Corinthians - Lucas Figueiredo/CBF
Claudinho, meia da seleção, em treino no CT do Corinthians Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Do UOL, em São Paulo

30/08/2021 19h59

A sucessão de eventos que alçaram Claudinho à seleção brasileira foi muito veloz. De um jogador, embora jovem, atuando na Série B do Brasileirão até a lista de convocados de Tite para as Eliminatórias, muito aconteceu.

O campeão olímpico que agora defende o Zenit e foi chamado muito pelo que fez com a camisa do Red Bull Bragantino — caminho improvável para chegar à seleção — espera que esse sonho realizado não se limite a uma experiência única.

"Muito feliz de verdade. Fico feliz com a convocação. Vou fazer de tudo para que não seja a primeira e única e, sim, a primeira de muitas. O que me trouxe aqui foi o trabalho que vinha fazendo no Red Bull Bragantino, que eu fiz nas Olimpíadas, no meu dia a dia também. Trabalho para melhorar a cada dia, sempre pensando em ajudar a equipe", avaliou o jogador, um dos entrevistados de hoje (30), no primeiro dia de grupo reunido em São Paulo, visando às partidas contra Chile, Argentina e Peru.

Aos 24 anos, Claudinho reconhece que, no passado recente, não projetava atingir o status atual. A chegada à seleção acontece em um momento no qual Tite busca figuras que se consolidem no meio-campo. A ausência dos jogadores que atuam no futebol inglês, que não foram liberados pelos clubes por causa da necessidade de fazer quarentena na volta do Brasil, abre ainda mais brechas para que os novatos belisquem uma vaga recorrente no elenco.

"Uns dois anos atrás, esse sonho de estar vestindo a camisa da seleção estava um pouco morto dentro de mim. Eu estava jogando a Série B, e quando se está jogando esse campeonato, você ainda tem esse sonho, mas sabe que é muito difícil. As coisas aconteceram muito rápido na minha vida e fico muito feliz por isso e trabalho para melhorar a cada dia", avaliou Claudinho.

A saída do meia para o futebol russo envolveu o pagamento de 15 milhões de euros ao Bragantino, negociação anunciada após a campanha de sucesso nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Respirando ares novos, Claudinho tem apoio de amigos brasileiros para se adaptar na Rússia. E um deles, inclusive, estava tanto na seleção olímpica quanto na lista mais recente da principal: o atacante Malcom.

"Estou lá há duas semanas. Uma adaptação tranquila, muito boa, por ter brasileiros lá. Douglas, Wendel e o Malcom, principalmente, que estão me ajudando bastante na adaptação. Estou muito feliz para ir a um lugar em que tenho amigos", completou Claudinho.

Outras respostas

Posição preferida

Prefiro ajudar, independentemente da posição. Se for pela beirada ou por dentro, só quero estar ali ajudando meus companheiros.

Caminho à seleção principal após Olimpíada

Acho que não só a seleção olímpica, como tudo o que vivi, foi necessário para eu estar vivendo esse momento. Fiquei satisfeito, sim. Eu não fiz uma Olimpíada na minha posição de origem, mas estava ajudando de outra forma, ali na ponta-esquerda. Consegui ajudar meus companheiros, então fiquei muito feliz com a minha atuação e com a de toda a equipe. Eu tive que viver aquele momento para estar vivendo esse aqui hoje.

Ansiedade

Se estou aqui é porque o professor e a comissão viram que eu tinha condições, então é chegar aqui fazer o meu trabalho, conquistar o meu espaço, não deixando a ansiedade tomar conta. Tenho certeza que na melhor hora surgirá a oportunidade de estreia.

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