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Lisca procura acertar setor defensivo, e diretoria do Vasco analisa mercado

Lisca, técnico do Vasco -  Joao Vitor Rezende Borba/AGIF
Lisca, técnico do Vasco Imagem: Joao Vitor Rezende Borba/AGIF

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

26/08/2021 04h00

A comissão técnica do Vasco tem, notoriamente, um foco para tentar recuperar a equipe na campanha na Série B do Campeonato Brasileiro: o desempenho defensivo. A diretoria, inclusive, a pedido do técnico Lisca, está no mercado em busca de reforços e analisa nomes para o setor.

Após a derrota para o Londrina, no último dia 18, que fez estourar de vez a crise em São Januário, o treinador cruz-maltino já tinha dado indícios de que esse era um ponto a ser olhado com atenção. O problema, inclusive, não chega a ser novo na Colina.

Até aqui, o time foi vazado 23 vezes ao longo da Série B, com uma média de 1,15 gol contra por partida. Com Lisca, que esteve no comando do Vasco nas últimas sete rodadas, foram 9 gols, tendo média de 1,28. Na passagem do treinador, foram nove partidas — houve dois confrontos com o São Paulo, pela Copa do Brasil —, e 13 gols.

"Não estamos achando essa química para o time ser mais competitivo. Hoje é lamentar e pedir desculpas para o torcedor do Vasco. Talvez tenhamos que fazer um futebol mais simples, mas estamos muito vulneráveis, estamos tomando muitos gols. Tem muita coisa ruim, muita coisa errada. Eu, como treinador, ainda não consegui encaixar aqui no Vasco", disse Lisca, depois do revés para o Londrina.

Durante esta entrevista, Lisca recordou que durante toda a segunda divisão do ano passado, o América-MG, equipe comandada por ele, levou 23 gols, número igual ao do Cruz-Maltino hoje, após a primeira rodada do segundo turno. No Coelho, a média de gols sofridos foi de 0,75.

No Ceará, clube pelo qual teve passagem de destaque antes de desembarcar em Minas Gerais, a consistência defensiva era destaque e chegou a ser tema de reportagens. Em toda a passagem, obteve 0,83 gols contra por duelo.

Diretor executivo de Futebol Alexandre Pássaro (de escuro), e presidente Jorge Salgado acompanham treino - Divulgação / Vasco da Gama - Divulgação / Vasco da Gama
Diretor executivo de Futebol Alexandre Pássaro (de camisa escura), e presidente Jorge Salgado
Imagem: Divulgação / Vasco da Gama

Na procura por reforços, o técnico colocou à mesa o nome de Walber, que tem os direitos ligados ao Athletico-PR e está emprestado ao Cuiabá. O Dourado já demonstrou não ter intenção de liberar o jogador, e a diretoria vascaína tenta soluções para conseguir um final feliz nas tratativas.

Atualmente, para o setor, o Cruz-Maltino conta com Ernando, Ricardo Graça e Miranda, além dos jovens Ulisses, Yuri e Menezes. Um dos mais experientes e capitão do time, Leandro Castan se recupera de uma lesão na coxa direita. O camisa 5 iniciou os trabalhos com o elenco nesta semana, mas o clube adota cautela quanto ao retorno aos gramados.

Reunião com organizada

Em meio à crise, o Vasco admitiu, ontem (25), que o CEO Luiz Mello esteve reunido com um integrante da torcida organizada Força Jovem, e indicou que a pauta foi o momento pelo qual passa o clube. A explicação do Cruz-Maltino surgiu após boatos que ganharam as redes sociais sobre uma possível volta do meia Nenê, hoje no Fluminense, a São Januário, e que tal encontro seria, inclusive, para debater este assunto. O Tricolor, o Vasco e o estafe do jogador negaram veementemente qualquer tratativa.

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