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Semana chave no Vasco inicia com movimentação no elenco e nos bastidores

Diretoria do Vasco concedeu entrevista coletiva em meio à crise que o clube atravessa - Reprodução VascoTV
Diretoria do Vasco concedeu entrevista coletiva em meio à crise que o clube atravessa Imagem: Reprodução VascoTV

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

24/08/2021 04h00

A semana que figurava no horizonte do Vasco como essencial para reação em meio à grave crise que assola o clube chegou. E, com ela, o clube já fez movimentos importantes tanto com o elenco quanto nos bastidores. Na modesta 11ª colocação da Série B do Campeonato Brasileiro, a expectativa é de que os próximos dias possam fazer o trabalho do técnico Lisca ganhar corpo junto ao grupo, para que o time engrene na competição.

Desde a chegada do treinador a São Januário, há pouco mais de um mês, esta é a primeira semana em que não há compromissos, o que é visto como importante para que alguns métodos possam ser aplicados ou reforçados. O diretor executivo Alexandre Pássaro e o próprio Lisca já haviam indicado isso em oportunidades anteriores, quando questionados sobre os resultados aquém do que era esperado.

Além disso, a cúpula está no mercado em busca de novos nomes, pedido reforçado pelo comandante cruz-maltino, principalmente após a derrota para o Operário, no último fim de semana. As ações no elenco, inclusive, já começaram. Os meias MT e Juninho, a partir de hoje (24), vão retornar ao sub-20. Segundo o UOL Esporte apurou, a medida, inicialmente, é temporária, mas, oficialmente, o clube não informou prazos.

Nas últimas semanas, com a torcida em ebulição, eles e outros nomes do elenco foram alvos de críticas. Ao mesmo tempo, o sub-20 também não vem bem no Brasileiro da categoria.

Lisca, por sua vez, já deu alguns indícios de que avalia o elenco do Vasco como "muito jovem" para a disputa de uma Série B, competição que ele acredita que a experiência é elemento robusto. De fato, grande parte do grupo é formada por jogadores promovidos da base. Dos 42 que constam no site oficial, 29 integram este cenário — sem o volante Romulo, que está em sua segunda passagem pela Colina.

Nesta conjuntura, 17 foram usados nesta edição da segunda divisão nacional. Vale lembrar que Marcelo Cabo, técnico que iniciou a temporada à frente do Vasco, chegou a utilizar 21 jogadores da base e o "trabalho com os jovens" era visto como ponto positivo pela cúpula.

Lisca, técnico do Vasco - Thiago Ribeiro/AGIF - Thiago Ribeiro/AGIF
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

"Vamos tomar providências na questão do grupo e coisas que já detectei no ambiente interno, reforçar o meu trabalho. Agora, estamos muito chateados. Vou conversar com o Pássaro e o presidente a partir de amanhã para reforçar o grupo. Talvez alguns jogadores não estejam preparados para a missão. Temos um grupo jovem e não se faz um trabalho desse só com jovens. Só o Vasco que dá oportunidade para meninos que talvez não estejam preparados. Vou fazer essas colocações. Espero que o Pássaro e o presidente me atendam", disse Lisca, no último sábado.

Na última sexta-feira, questionado sobre o uso dos jovens, Pássaro afirmou que não há obrigação para que o técnico utilize os "crias" e assegurou que os números apenas indicam um caminho.

"Ele não é obrigado a escalar ninguém, é uma questão macro para a formação de elenco. O que a gente tem de fazer é pegar a média de idade do nosso time. Nesse último, a média de idade foi 26,9. Lembrando que tivemos o Lucão, e ele tem uma diferença de 15 anos para o Vanderlei. Tinha o Ricardo e não o Castan. Normalmente a nossa média de idade gira entre 28 e 29 anos do nosso time", apontou.

"Se pegarmos os times que estão na frente, a média é essa. A gente fala em meninos da base, mas o Ricardo tem 24, e o Andrey tem 23. Há dois anos, ele [Lisca] queria levar o Caio Lopes e o Bruno Gomes. O Caio Lopes e o Bruno, que ainda seguem novos, naquela avaliação, jogariam no Ceará ainda mais novos. Se pegarmos Juninho, Bruno Gomes, Miranda, Graça e Lucão seriam titulares em muitos times de Série A e Série B. Esse número está controlado, mas não garante nada, ele apenas aponta caminhos", completou.

Nos bastidores

O Vasco, por sua vez, teve uma boa notícia nos bastidores. A Justiça do Trabalho reconheceu o direito do clube de centralizar a execução de dívidas trabalhistas. Apesar disso, a diretoria ainda tenta suspender o Regime Especial de Execução Forçada (REEF), que determinou o pagamento de R$ 93,5 milhões em dívidas com ex-funcionários.

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