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Flu bate meta de premiação com avanços em Copa do Brasil e Libertadores

Fred comemora gol do Fluminense contra o Cerro Porteño pela Libertadores - Thiago Ribeiro/AGIF
Fred comemora gol do Fluminense contra o Cerro Porteño pela Libertadores Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

05/08/2021 04h00

Mesmo gerando questionamentos na torcida sobre o desempenho em campo, o Fluminense deu passos importantes na Copa do Brasil e na Libertadores, atingindo resultados fundamentais para o sucesso esportivo e financeiro na temporada 2021.

Observando a previsão orçamentária, feita ainda ao fim de 2020 — portanto, antes do desfecho do Brasileirão e da vaga direta na fase de grupos da Libertadores —, o Fluminense já superou com sobras a meta de arrecadar R$ 38,7 milhões em premiações neste ano.

Como ponto de partida, o balancete do primeiro trimestre (tudo o que entrou até março) traz R$ 16,9 milhões em premiações. Isso é resquício do Brasileirão 2020, que terminou em fevereiro de 2021 e empurrou rendimentos para este ano.

Se a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, no sábado, assegurou mais R$ 3,45 milhões ao Flu, a vitória sobre o Cerro Porteño que serviu de passaporte para as quartas da Libertadores adicionam mais US$ 1,5 milhão (R$ 7,75 milhões) na rubrica de premiações do tricolor.

Sem contar o Carioca e o que ainda há de vir no Brasileirão 2021, chegar às quartas de Copa do Brasil e Libertadores representa R$ 36,5 milhões em premiações ao Fluminense. Somando com o primeiro trimestre, dá R$ 53,4 milhões. Ou seja, uma diferença de R$ 14,7 milhões em relação ao previsto no orçamento votado em dezembro. Ainda tem o dinheiro referente à classificação final no Brasileirão 2021 pela frente. E só não recebe premiação quem é rebaixado.

Mas ultrapassar a meta com premiação não significa uma liberdade para sair gastando. Até porque a previsão de receita feita pelo Flu com bilheteria no ano ficou na casa dos R$ 19 milhões. Até agora, a torcida tricolor não voltou aos estádios. Logo, o resultado é zero.

Esse quadro pode impactar no sócio-torcedor também, que não tem a contrapartida de partidas presencialmente. O Flu bateu recorde de receita no programa de sócio em 2020, arrecadando R$ 11 milhões. Mas a diretoria, embora tenha orçado valor similar para 2021, quer mais e tem demonstrado satisfação com o número de sócios com mensalidade em dia.

A receita com o avanço em competições é importante para sustentar o fluxo de caixa do Fluminense. Embora o clube gaste menos do que arrecada na operação como um todo, a diretoria já explicou que há penhoras e dívidas de anos anteriores que estrangulam a gestão cotidiana tricolor, cuja folha salarial dos jogadores é de R$ 4 milhões líquidos — valor consideravelmente baixo para um brasileiro que joga a Libertadores. O salário de julho, inclusive, vence amanhã (6).

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