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Conselheiros aprovam medida que transformará Cruzeiro em clube-empresa

Conselho Deliberativo do Cruzeiro vota, em maioria, pela autorização para a implementação da SAF no clube - Divulgação/Cruzeiro
Conselho Deliberativo do Cruzeiro vota, em maioria, pela autorização para a implementação da SAF no clube Imagem: Divulgação/Cruzeiro

Guilherme Piu e Igor Siqueira

Do UOL, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro

03/08/2021 19h31

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Em Assembleia Extraordinária realizada hoje (3), o Conselho Deliberativo do Cruzeiro aprovou a medida que transformará a Raposa em clube-empresa. Em reunião realizada de forma híbrida, com presença de conselheiros na sede e outros participando de forma virtual, maioria dos presentes votaram pela autorização de mudança do modelo associativo sem fins lucrativos para Sociedade Anônima do Futebol (S.A.F).

O Cruzeiro, por meio de mensagens enviadas à imprensa, informou que foram computados 224 votos, divididos da seguinte forma: 168 conselheiros votaram presencialmente. Desses, 163 foram a favor da S.A.F do Cruzeiro, enquanto cinco foram contra. De forma virtual outros 56 pessoas votaram, sendo 54 se posicionando favoráveis à medida, uma contra e outra anulando o voto.

Antes da reunião, há algumas semanas, o presidente do Cruzeiro havia se pronunciado sobre a aprovação do Projeto de Lei 5516/19, que estabelece a criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).

"A aprovação do projeto de lei da SAF, ainda mais na velocidade que foi, é uma vitória muito importante que mostra a união dos clubes. Todo mundo trabalhando em prol disso, que é uma tendência. Dos grandes países, só o Brasil não tem uma legislação específica sobre o tema. E a nossa foi muito bem feita, com autoria do senador Rodrigo Pacheco, sendo relatada na Câmara e no Senado por duas pessoas que entendem muito do futebol", disse em nota enviada à imprensa no dia 14 de julho.

O Cruzeiro tem dívidas que se aproximam de R$ 1 bilhão e passa pela maior crise de sua história. Empresários abonados já procuraram o clube na intenção de ajudar. Inclusive, um desses disse que tinha um projeto para captar R$ 500 milhões em investimentos.

"É claro que não precisa ser sociedade anônima para ser bem gerido. Isso é uma obrigação e alguns clubes mostram que atingiram essa excelência sem isso. Mas quando se vira sociedade anônima isso vira uma obrigação. Hoje, a melhor parte para nós, além da governança de outros aspectos importantes para a gestão, é a captação de recursos que a lei possibilita. Com a proibição de participação em atletas, que era o meio mais utilizado pelos clubes brasileiros para captação de recursos, a gente tem a aprovação da SAF, o que permite atuação segura do investidor", complementou Rodrigues na nota do meio de julho.

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